SM!
Voltei ao blog. Dessa vez, prometo atualizar tudo, mesmo porque, é a Stella quem está emprestando o note e eu só na folga máx! Enfim, vou, como sempre, atualizando os dias... Começando pelo avião, claro.
Não foi muita coisa, mas a Stella deu uma de pobre de Jesus e tirou foto do prato de comida, da gente no avião e etc e tal. Tudo bem, perdoada. Ela nunca viajou de avião mesmo, então vai saber. Enfim, tinha um velho chato que já ficou todo "amiguinho" da Stella e falou umas bobagens tipo que ela com a boina parecia uma portuguesa (para bom entendedor...) e depois que ela parecia Maria e não podia voltar com Maria para casa e sei lá mais o que. A filha dele, que estava com ele e o marido dela ficou morrendo de vergonha! Muita mesmo e ficou falando vamos, pai, vamos!! Para e vamos embora!!. e a dona Cida falou que português é assim, que a Stella precisa cortar e tal. Hahahahahha da. Cida é das nossas... Antes, aproveitando enquanto o avião, que atrasou, não se mexia, a gente tirou umas fotos. A Stella de madame, claro, e eu de maloqueira, com o boné dela virado e fazendo pose. Lindo!
Depois a gente voou e foi igual sempre. Ah, claro, antes de a gente entrar, o tio Nagib falou que a viagem estava tão bem organizada que tinham até contratado um geriatra acompanhando o grupo!
Quando a gente chegou, pegou o carro e foi direto para Évora. Pra começar que a gente pagou o carro rapidinho e foi buscar no estacionamento. Lá, só esperando entregarem o carro, a gente gastou bem meia hora. Foram 2 carros: um de 9 lugares com o Luis Fernando e o tio Nagib na frente e se revezando para dirigir, e o meu pai, a minha mãe, o Fran, o Mario, o tio Carlos e a tia Bete; e outro de 5 com a Stella a da. Cida e eu dirigindo.
No caminho, a gente parou numa lanchonete e foram muitas as piadas e tals. Foi bem divertido! Mas nós só compramos comida e pronto, fomos comendo no caminho. Chegando no hotel, a gente descarregou rapidinho e foi aproveitar a cidade.
Évora é muito lindo! Era uma cidade romana que era centro de umas fazendas de trigo, por isso já era rica naquele tempo. Assim, tem as ruínas de um templo de Diana lá, no alto de um morro. Depois eu falo o link delas no picasa.
Além disso, tinha também a cidade, que é linda, uma catedral-fortaleza muito muito antiga que era bem bonita. E claro, os estudantes da universidade, com aqueles uniformes lindos passeando pra lá e pra cá!!! ufa! Lá, nós fomos de manhã e assistimos o primeiro barraco português. Foi assim: a gente queria entrar na catedral e a mulher não deixou porque ia começar a missa. Eu insisti e falei e se fosse só para rezar. Ela disse que não, que inclusive já tinha vindo um monte de franceses que tinham entrado e ela ia tirá-los de lá já. E a outra começou a xingar os franceses dizendo que se fosse no país deles, eles não deixariam entrar, que eles chegam em Portugal folgando, como se os portugueses servissem para limpar as latrinas deles. Eu comecei a rir e saí e pronto.
Na véspera, nós jantamos num restaurante que chamava "O Cruz". Enquanto todo mundo chegava e se juntava na fonte da cidade, que tem uns 2 metros de diâmetro e dois de altura e é feita de uma pedra de mármore só, a Stella e eu fomos na caça de um restaurante. Encontramos esse, que era barato e parecia bom, não tinha muito turista. Sinceramente, o bolinho de bacalhau estava maravilhoso, bem como o cordeiro, mas o risoli de camarão!!! Nossa, a coisa mais deliciosa do mundo!!! O Fran e eu que comemos. Melhor escolha, sem a menor dúvida! Se eu voltar à Évora, certeza que lá é O Lugar para comer. E era a mãe que cozinhava e o filho que atendia. Tinha as fotos da menininha dele sendo batizada, super família!
Depois nós fomos pegar as malas e fomos embora. Sinceramente, adorei, Évora. Embora não tenha sido o pulchrum da viagem. Quando a gente estava esperando no dia de chegada os outros descerem, o atendente do hotel ficou elogiando o Alentejo. Eu disse que provavelmente voltaria e ele disse que antes de trazer outro grupo, que eu deveria passar 15 dias lá e ele me mostraria tudo o que tinha de lindo na região. (Ê, laiá!) E o outro moço disse que a Nasa, recentemente, tinha descoberto os vestígios mais antigos de vida num sítio ali perto.
Enfim, de Évora, que eu lembre, é isso! Amanhã eu prometo começar a tirar o atraso com 2 dias. E, claro, publicar as fotos.
Oi, Garottinha
sábado, 19 de outubro de 2013
domingo, 8 de julho de 2012
3o dia da bagunça
SM
Agora é sábado. Nós acordamos e fomos para a 1a missa do Daniel. Ops padre Daniel. que estranho... Imagine o Zeca, o Pedro e o Tomás padres...
Mas, enfim, fomos na missa que foi às 9 e os meninos cantaram mitte domine, com o pedro acompanhando no órgão, depois da comunhão, e claro! minha mãe chorou!
No final, nós demos o carro para o Zeca e pegamos o dele. E lá fomos pela França loucamente. O carro é um 307 SW, que não tem aí no Brasil, mas é quase igual a uma zafira. Só que tem teto solar! Não abre o vidro, só o teto mesmo... Mas é bem legal... Ele avisou que estava sujo, e estava mesmo... bem... Mas azar dele... Vamos entregar mais sujo ainda... Saindo de lá, íamos para Moissac. Íamos, porque o GPS não achou a cidade. Então fomos em direção a Montauban, que era a próxima no roteiro. E o treco foi, foi, foi, e de repente, ele fez como se a gente já tivesse chegado... E era no meio do mato... Tinha acabado de passar um monte de casinhas, umas 6 ou 7, mas não era isso que a gente estava procurando! Ou seja, a gente não encontrou... Foram, em tese, 2 fracassos no mesmo dia. Mas nem tanto... O vale do Lot e do Dordogne são muito lindos, cheios de pequenas cidades com casinhas de pedra, etc e o rio é bonito, e a estrada, minúscula vai serpenteando por entre florestas e o rio e, enfim, é dos lugares que eu mais gosto da França. Quando foi 3 horas, nós paramos para almoçar. Nós resolvemos que vamos fazer que nem os monges do frei Tiago. Só uma refeição às três da tarde. O resto não conta como refeição. Para não perder a viagem, eu lembrava de dois castelos que a gente tinha visto lá perto e que era incríveis. Nós fomos até lá. Primeiro para Beynac. É um castelo-fortaleza pequeno, no alto de uma montanha com uma cidadezinha em volta. Em tese, não podia tirar foto, mas mesmo assim a gente tirou. E fez a 1a foto de nós cinco. O castelo é bem bonito! Tem uma torre de onde se vê 7 castelos vizinhos e a igreja, não se entra pela porta da frente, mas pela do lado, porque a parte da frente dá direto no precipício. Em volta do castelo tinha a cidadezinha medieval que era bonitinha. Enquanto a Clara, a Teresa e a Inês foram para o carro, a Natália e eu fomos passear pela cidade. Na volta, nós vimos um sujeito fazendo peças de madeira. Ele fazia tipo pernas de cadeira, peão, mas um monte de coisas. Era uma máquina que ia girando bem rápido e ele ia com as coifas dele cortando... Ficava perfeito! Muito legal! E parecia difícil de fazer. A gente até ia comprar alguma coisa na lojinha dele, mas era muito caro, então a gente simplesmente foi embora. A mulher dele fazia vidro e louça,Na saída de lá fomos para Castelnaud. Esse foi um castelo que esteve "sempre do lado errado". Na guerra dos 100 anos, o dono era a favor dos ingleses, depois virou protestante, etc. Hoje lá funciona um museu da guerra medieval. O mais legal é que na parede tem um rombo de uma granada alemã da segunda guerra. Acho que temos uma foto. Ela fez um buraco na muralha, mas não chegou nem na metade de atravessar a parede, só para dar uma ideia de como aquilo é resistente. Imaginem com aquelas catapultas fracas da idade média. Precisava de umas 100 pedras acertando exatamente no mesmo lugar. Saindo de lá, fomos para Roque Gageac. É uma cidadezinha construída em 3 andares, com a as casas, etc, e uma igrejinha, em baixo passa a estrada e depois tem o rio Dordonha. Tem também um castelo construído no século XIX, mas tão no estilo da época que só complementa a cidade. Linda, enfim.
Por fim, nós fomos para o hotel, que era em Sarlat, ali pertinho. Era um hotel chamado Albizia, que era tipo uns chalés. Nós chegamos e não tinha ninguém na recepção, e uma folha dizendo para irmos chamar em um boliche que tinha do lado. Nós fomos e o sujeito nos deu a chave, mostrou o quarto, deu o código do wi-fi e foi muito bom! O quarto era minúsculo! Vai, nem tanto, mas para nós 5 ficou meio pequeno... Enquanto elas se arrumavam, a Natália e eu fomos procurar um supermercado para comprar as coisas. O problema foi que como eram quase 9, mais nada estava aberto. E ainda por cima, no dia seguinte era domingo e nada abriria. Nós rodamos por uns 4 mercados e nada. E acabamos comprando Mc Donalds para todo mundo e pronto. Gostamos, claro, do Mécdô! E fim desse dia.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
2o dia da bagunça
SM!
Bem, do jeito que as coisas andam, eu nunca vou tirar o atraso! Só atraso cada vez mais! Que seja! Na sexta feira foi o dia das ordenações. É uma cerimonia muito bonita, mas é super longa! Eu já tinha ido no ano passado, então me lembrava de algumas coisas, de ser muito longa e tudo isso... Mas tudo bem... O bispo nesse ano Foi d. Fernando Guimarães, que é brasileiro, e parece que é super conceituado na CNBB... Aí ele, no sermão tava super emocionado... E falou em francês, depois em italiano para o outro padre que estava sendo ordenado e ia falar em português, mas ele ficou muito emocionado e começou a chorar e não conseguiu. O resto da cerimônia foi bem e bonito... O Pedro Henrique e um francês cantaram a ladainha de todos os santos e ficou muito lindo...
Na saída de lá, tinha um almoço. Mas como a gente estava só no cheiro da gasolina, tivemos que ir para um posto antes, o qual o GPS indicou, claro... Eu coloquei gasolina, e enquanto eu terminava de limpar o vidro, com aqueles rodinhos, a Teresa foi pagar na lojinha. SOZINHA! Não é magnífico? A gente até aplaudiu... E aliás, eu coloco gasolina e limpo o carro muito bem! Aprendi "por aí"... Depois fomos finalmente para o almoço, onde tinha mesa reservada, aliás, como família Pasquotto. Só para constar, não tinha ninguém com esse sobrenome, exceto o novo diácono... Mas valeu, porque ele tinha feito para a gente mesmo... No final, vários discursos como sempre... E o bispo foi falar. Ele começou dizendo: "na minha diocese, dizem que eu tenho o dom das lágrimas". Foi muito "fofo". E no final do discurso ele ia falar do Brasil e chorou de novo... Esse aí tá pior que meu pai... No fim, a gente foi dar uma volta por Bordeaux, mas eu fui para o hotel pegar umas coisas para arrumar a reserva do carro, encontrei depois com eles e tudo bem. Na verdade, não tudo, porque eu deixei as meninas primeiro numa igreja errada e só depois a gente foi certo para a catedral. De lá, fomos para a locadora. De carro, tá? Para colocar o Luis Fernando como condutor adicional, porque o nosso carro super ia de volta para Paris com eles. No fim, a gente resolveu ir jantar com meu pai, mãe, irmãos e cia ltda. Fomos só a Clara e eu e, para iniciados, comemos "um bife de 2 centímetros de altura e uma montanha de batatas fritas". Na saída, resolvemos ir numa tal de festa do vinho, que estava tendo em Bordeaux, mas quando a gente chegou, já tava no fim, porque era mais de meia noite. Voltamos então para o hotel e fomos dormir para madrugar no da seguinte.
E o post ficou pequeno, mas tudo bem. Amanhã eu conto 2 ou 3 dias. Prometo!
Bem, do jeito que as coisas andam, eu nunca vou tirar o atraso! Só atraso cada vez mais! Que seja! Na sexta feira foi o dia das ordenações. É uma cerimonia muito bonita, mas é super longa! Eu já tinha ido no ano passado, então me lembrava de algumas coisas, de ser muito longa e tudo isso... Mas tudo bem... O bispo nesse ano Foi d. Fernando Guimarães, que é brasileiro, e parece que é super conceituado na CNBB... Aí ele, no sermão tava super emocionado... E falou em francês, depois em italiano para o outro padre que estava sendo ordenado e ia falar em português, mas ele ficou muito emocionado e começou a chorar e não conseguiu. O resto da cerimônia foi bem e bonito... O Pedro Henrique e um francês cantaram a ladainha de todos os santos e ficou muito lindo...
Na saída de lá, tinha um almoço. Mas como a gente estava só no cheiro da gasolina, tivemos que ir para um posto antes, o qual o GPS indicou, claro... Eu coloquei gasolina, e enquanto eu terminava de limpar o vidro, com aqueles rodinhos, a Teresa foi pagar na lojinha. SOZINHA! Não é magnífico? A gente até aplaudiu... E aliás, eu coloco gasolina e limpo o carro muito bem! Aprendi "por aí"... Depois fomos finalmente para o almoço, onde tinha mesa reservada, aliás, como família Pasquotto. Só para constar, não tinha ninguém com esse sobrenome, exceto o novo diácono... Mas valeu, porque ele tinha feito para a gente mesmo... No final, vários discursos como sempre... E o bispo foi falar. Ele começou dizendo: "na minha diocese, dizem que eu tenho o dom das lágrimas". Foi muito "fofo". E no final do discurso ele ia falar do Brasil e chorou de novo... Esse aí tá pior que meu pai... No fim, a gente foi dar uma volta por Bordeaux, mas eu fui para o hotel pegar umas coisas para arrumar a reserva do carro, encontrei depois com eles e tudo bem. Na verdade, não tudo, porque eu deixei as meninas primeiro numa igreja errada e só depois a gente foi certo para a catedral. De lá, fomos para a locadora. De carro, tá? Para colocar o Luis Fernando como condutor adicional, porque o nosso carro super ia de volta para Paris com eles. No fim, a gente resolveu ir jantar com meu pai, mãe, irmãos e cia ltda. Fomos só a Clara e eu e, para iniciados, comemos "um bife de 2 centímetros de altura e uma montanha de batatas fritas". Na saída, resolvemos ir numa tal de festa do vinho, que estava tendo em Bordeaux, mas quando a gente chegou, já tava no fim, porque era mais de meia noite. Voltamos então para o hotel e fomos dormir para madrugar no da seguinte.
E o post ficou pequeno, mas tudo bem. Amanhã eu conto 2 ou 3 dias. Prometo!
terça-feira, 3 de julho de 2012
1o dia da bagunça
Salve Maria!
Novidades, resolvi voltar ao blog! E mais, vou colocar todos os comentários da viagem por aqui... Ou quase, vai...e vou colocar os das anteriores, mas eu censuro, désolée.
Começando do próprio dia da viagem. Eu estava muitíssimo atrasada então foi a Gisele e a Teresa quem fez minha mala. Eu estava mais preocupada com a dos paramentos. Falando neles, era o blog dos paramentos que eu deveria estar atualizando, e não esse... Mas tudo bem! Eu vejo esse depois... A minha mala até que ficou boa... E o melhor de tudo, eu mesma, olhei uns 5 minutos para ela. Tinha até roupa nova! Umas que eu PRECISAVA comprar. Lindo tudo! Enfim, nós fomos para o aeroporto, até aí tudo bem. Despachamos as malas, tudo bem, comemos lanchinho, tudo bem, passamos pela polícia federal, tudo bem, detector de metal e OPA! Quando eu fui tirar o celular do bolso, eu vi que estava com o papel do estacionamento do carro!!! Eu pirei, né... Ai, enquanto as meninas ligavam para o meu padrinho, eu saí, conversei com a policial e ela me deixou ir entregar e voltar. No fim, tudo deu certo. A gente estava sentada perto no avião, as bagagens iam tudo bem, e a viagem foi boa. A Natália, era a primeira vez que viajava de avião, então tudo era novidade. Só para falar, ela detestou! Não sei como alguém pode detestar viajar de avião! É super legal! Eu gosto muito! Acho que quando crescer, vou ser aeromoça.! Uhu! Enfim, até que a comida não era tão ruim dessa vez... Pelo menos não era moqueca de peixe... Deu para comer, comer sobremesa, e tudo. Em tese, porque a sobremesa era salada de frutas, e como eu tenho alergia a coisas saudáveis, eu dei pra Clara.
Nos lugares, a Ines e a Teresa sentaram no corredor ao lado da Clara e meu, respectivamente. Ela sentou do lado de um ser, masculino novo q só falava flamenco e não abriu a boca, e eu sentei do lado de um brasileiro idem que quis falar só no fim da viagem, então foi bom. Já a Natália sentou do lado de um qualquer lá, e depois tinha a mulher do dito, e ele incomodou o tempo todo e ela disse que ele cheirava mal. Pior escolha pra ela!
Chegamos no aeroporto sãs e salvas. Pegamos nossas malas, que chegaram e bem rapidinho, foi fácil passar pela alfândega e deu tudo certo. Aliás, a alfândega foi em Amsterdã e as malas só em Paris. Depois, toca a viajar pelo bendito Charles de Gaule porque nós chegamos no terminal 2 e o carro estava no 1. Só para constar, para ir de um para o outro a gente passava pelo 3 também. Em tese, a Natália ia dirigir, para a gente não pagar o adicional jovem condutor, mas como o cartão dela não funcionou, tive eu que dirigir. Só que o sujeito não cobrou o adicional, o que foi ótimo... Eu fiquei feliz, e acho que no fundo ela também, porque ela estava esgotada sem ter dirigido quando a gente chegou em Bordeaux 10 horas depois. Mas o carro era bem legal! Como não tinha o que a gente pediu, a gente pegou o de uma categoria superior, com teto solar que abria e tudo! Automático, GPS, etc etc etc e bem maior. Foi, como se diz, très chouette!! No fim chegamos acabadas em Bordeaux, à uma da manhã, e ainda ficamos em B&B que para pulgueiro está bom, mas não nega a raça.
Eu pretendia contar mais um dia hoje, mas como as meninas monopolizaram o meu computador, vai ficar para amanhã. Amanhã eu tiro vários dias de atraso e aí tudo bem...
Beijinhos a todas.
Ah, só duas coisas: temos novidades da Sophie e do pe. Almir... Eu conto nos dias certos...
SM,
Regina
Novidades, resolvi voltar ao blog! E mais, vou colocar todos os comentários da viagem por aqui... Ou quase, vai...e vou colocar os das anteriores, mas eu censuro, désolée.
Começando do próprio dia da viagem. Eu estava muitíssimo atrasada então foi a Gisele e a Teresa quem fez minha mala. Eu estava mais preocupada com a dos paramentos. Falando neles, era o blog dos paramentos que eu deveria estar atualizando, e não esse... Mas tudo bem! Eu vejo esse depois... A minha mala até que ficou boa... E o melhor de tudo, eu mesma, olhei uns 5 minutos para ela. Tinha até roupa nova! Umas que eu PRECISAVA comprar. Lindo tudo! Enfim, nós fomos para o aeroporto, até aí tudo bem. Despachamos as malas, tudo bem, comemos lanchinho, tudo bem, passamos pela polícia federal, tudo bem, detector de metal e OPA! Quando eu fui tirar o celular do bolso, eu vi que estava com o papel do estacionamento do carro!!! Eu pirei, né... Ai, enquanto as meninas ligavam para o meu padrinho, eu saí, conversei com a policial e ela me deixou ir entregar e voltar. No fim, tudo deu certo. A gente estava sentada perto no avião, as bagagens iam tudo bem, e a viagem foi boa. A Natália, era a primeira vez que viajava de avião, então tudo era novidade. Só para falar, ela detestou! Não sei como alguém pode detestar viajar de avião! É super legal! Eu gosto muito! Acho que quando crescer, vou ser aeromoça.! Uhu! Enfim, até que a comida não era tão ruim dessa vez... Pelo menos não era moqueca de peixe... Deu para comer, comer sobremesa, e tudo. Em tese, porque a sobremesa era salada de frutas, e como eu tenho alergia a coisas saudáveis, eu dei pra Clara.
Nos lugares, a Ines e a Teresa sentaram no corredor ao lado da Clara e meu, respectivamente. Ela sentou do lado de um ser, masculino novo q só falava flamenco e não abriu a boca, e eu sentei do lado de um brasileiro idem que quis falar só no fim da viagem, então foi bom. Já a Natália sentou do lado de um qualquer lá, e depois tinha a mulher do dito, e ele incomodou o tempo todo e ela disse que ele cheirava mal. Pior escolha pra ela!
Chegamos no aeroporto sãs e salvas. Pegamos nossas malas, que chegaram e bem rapidinho, foi fácil passar pela alfândega e deu tudo certo. Aliás, a alfândega foi em Amsterdã e as malas só em Paris. Depois, toca a viajar pelo bendito Charles de Gaule porque nós chegamos no terminal 2 e o carro estava no 1. Só para constar, para ir de um para o outro a gente passava pelo 3 também. Em tese, a Natália ia dirigir, para a gente não pagar o adicional jovem condutor, mas como o cartão dela não funcionou, tive eu que dirigir. Só que o sujeito não cobrou o adicional, o que foi ótimo... Eu fiquei feliz, e acho que no fundo ela também, porque ela estava esgotada sem ter dirigido quando a gente chegou em Bordeaux 10 horas depois. Mas o carro era bem legal! Como não tinha o que a gente pediu, a gente pegou o de uma categoria superior, com teto solar que abria e tudo! Automático, GPS, etc etc etc e bem maior. Foi, como se diz, très chouette!! No fim chegamos acabadas em Bordeaux, à uma da manhã, e ainda ficamos em B&B que para pulgueiro está bom, mas não nega a raça.
Eu pretendia contar mais um dia hoje, mas como as meninas monopolizaram o meu computador, vai ficar para amanhã. Amanhã eu tiro vários dias de atraso e aí tudo bem...
Beijinhos a todas.
Ah, só duas coisas: temos novidades da Sophie e do pe. Almir... Eu conto nos dias certos...
SM,
Regina
domingo, 7 de agosto de 2011
Dia 13 A.V.
SM
Já tirei o atraso, então agora é só contar o fim dessa semana mesmo. E até que eu fiz bastante coisa, viu... Na quarta-feira, eu fui no Louvre. Eu cheguei lá um pouco depois da uma e fui embora mais de 6 da tarde. Se contar a fila para entrar, digamos que eu fiquei no museu mesmo quase 5 horas. E, no balanço geral, foi chato. Tem algumas coisas bem interessantes, mas no geral, é uma confusão. Por exemplo: a parte da antiguidade: Egito, Grécia e Roma. A começa com Egito. A gente entra numa sala e está lá escrito: século tal. Aí tem uma vitrine de moedas, então tem várias, umas do lado das outras, tudo numeradinho, com uma plaquinha pequena escrita: 1. moeda egípcia século tal. 2. moeda egípcia século tal. e assim vai. Parece uma vitrine de anel. Depois vem uma de potes. E são um monte de gamelas e gamelinhas enfileiradas em prateleiras, e a mesma coisa para a inscrição. Tem algumas coisas interessantes, é verdade, e que vale a pena ver, mas a maioria das coisas não tem muito sentido. Tem uma sala lá, só de inscrições. Então são várias vitrines com pedras cheias de hieróglifos. Algumas estão traduzidas, mas as outras não. E é pedra, e pedra. Depois vem a parte da Grécia, que é a mesma coisa. Só que da Grécia, além do mais, tem muita gente sem roupa, coisa que dos egípcios não tem. Mas é vaso, e moeda, e estátua, tudo nas vitrines. Parece loja mesmo... Tudo isso, o Napoleão roubou dos seus lugares de origem e transportou até a Europa. Depois tem a parte de Roma, a qual ele já pegou pronta e classificada do museu do Vaticano. Mas é a mesma coisa.
Depois, mudando de pavimento, porque são 3, tem uma parte de esculturas da idade média. Não é muita coisa, mas é incrível. Tem pedaços de parede, um pórtico, com o mesmo tipo de inscrição ridícula. Um pedaço de parede com um arabesquinho esculpido: "escultura da região da Borgonha século XIII". Tosco! Depois, eu fui para uma parte mais recente. Era de pintores renascentistas e barrocos, separados por nacionalidade. Começava pelos italianos. E aí vinha por época. Mas era assim: Fra Angélico, então tinha vários pedaços de paredes, que era principalmente onde ele pintava, com as plaquinhas idiotas: "Fra Angelico, séc , São Domingos." E 20 centímetros de espaço, a próxima parede. Depois, vinham os pintores renascentistas italianos. Imaginem uma galeria, de uns 20 metros de largura por mais de 200 de comprimento. E desse jeito: um quadro do lado do outro, 20 centímetros entre cada, parecia loja de quadro, sério. E no fim, a Mona Lisa. E o monte de babacas olhando e não sabendo porque. Grande retardamento... Aquela porcaria não é melhor nem pior que os outros mais de mil quadros do corredor. E ficam lá os turistas bobalhões babando em cima de eles não sabem o que.
Depois vem outros artistas, outras nacionalidades. E eles são bem bonitos, alguns quadros, mas o jeito do museu é muito tonto. Desvaloriza todas as peças. É o contrário da criação do mundo. Deus criou bom, bom, bom, e no final ficou muito bom. Lá eles colocaram bom, bom, bom, e no final ficou ruim. Tinha também umas coisas preciosas, umas jóias, que eram bem bonitas e bem interessantes. Mas era a mesma coisa do resto. Vitrines e vitrines. Tinha lá a coroa do Napoleão e a de Carlos Magno. O mais interessante é imaginar o Louvre como um palácio. Ele não foi criado para ser um museu. Não que o rei morasse lá, mas era usado para administração. E é uma coisa enorme. E tinha algumas salas muito bonitas! E na saída, eu vi uma coisa que garanto que ninguém sabia que tem em Paris. Era uma micro praça com uma estátua do almirante Coligny.O dito era um protestante importante de 155x que mandou os protestantes franceses tentarem colonizar o Rio de Janeiro. Sinto, filhinho, mas ele viveu para ver a surra que eles tomaram. Eu passei e não resisti a mostrar a língua e falar com a estátua: "Sinto muito, fracassado... Nós, brasileiros e católicos, somos melhores. Vocês acreditando ou não que os índios eram gente, o fato foi que eles botaram vocês para correr fácil fácil."
Bem, isso tudo foi na quarta. Na quinta, eu saí tarde da escola, então não fiz nada. Na sexta, eu saí cedo e como eu tinha prometido, eu fui de novo na Nossa Senhora das Vitórias ajudar a limpar as plaquinhas de promessa. A gente lavava, com sabão e secava, e empilhava de novo. Pela velocidade do trabalho, acho que assim que as freiras acabam de limpar tudo, elas já podem recomeçar... A questão é que cada vez precisa tirar e recolocar, então é um trabalho imenso. Mas a gente parou antes da hora e foi carregar umas coisas que elas precisavam. E acabou sendo engraçado, vai. E no final, a gente ganhou um lanche e eu pelo menos fui embora. Porque tinha as vésperas e elas cantam tudo em francês, é uma coisa estranha de mais. E eu também tirei foto das plaquinhas de promessa lá. Algumas só, claro. Umas mais interessantes. Estou devendo um post sobre elas. E enquanto a gente limpava, tinha gente de várias nacionalidades. Das 6, só uma era francesa, aliás. Tinha uma russa, uma senegalesa, uma senhora da Martinica, uma norte-americana, a francesa e eu. A norte-americana era bem novinha e estava fazendo um trabalho na faculdade sobre inscrições em latim em Paris.
E no sábado, eu resolvi sair, e fui no museu dos Invalides, que é o museu da guerra. Nossa, eu não me lembrava como era legal! Tinha uma parte de armaduras, que era muito muito legal, depois uma do tempo entre século XVI e XIX e depois uma das grandes guerras. Era muito legal! Muito bem feito e tudo... Eu cheguei lá às 4 e fui quase expulsa às 6 quando o museu ia fechar. Eu tirei várias fotos de lá, aliás. Mas foi legal,
Hoje, eu acordei cedo e fui na missa. Vai, não tão cedo. A missa era às 11, e eu acordei às 9. Quando eu ia sair, a outra menina que está morando comigo me perguntou onde eu ia, falou que queria sair e tals. E eu prometi que na volta da missa a gente sairia. E tive que sair. Quando eu voltei da missa, ela estava lá, e a gente foi primeiro na Torre Eiffel, mas só ali por baixo. Depois nós fomos em Montmartre, na basílica do Sagrado Coração. Lá, desde que a igreja foi constru;ida, há 125 anos, tem exposição perpétua do Santissimo Sacramento. O ostensório é fixo, já feito no altar, e fica lá o santíssimo exposto. E as pessoas vão lá rezar dia e noite, de forma que há 125 anos naquela igreja tem sempre alguém rezando. Eu gostei muito! A igreja em si não tem nada de mais. Só o fato de que ela está bem alto, no alto de um morro, e de lá de cima a gente vê a cidade inteira. Gostei de lá, viu... Por fim, a gente foi comer uma crepe e depois veio para casa. Foi, digamos, um domingo bem aproveitado. Além do mais, eu descobri que no IBP de Paris tem missa de sábado à noite, o que me dá certa comodidade, porque como eu vou viajar para Portugal nesse domingo, eu não sei se, chegando em Fátima, eu ainda consigo assistir missa.
E é tudo. Hoje começaram meus últimos em Paris. Esse foi o último domingo. Está acabando. Eu gostei muito de ter vindo, mas a verdade é que eu não aguento mais. Estou cansada de não estar em casa. Aliás, uma coisa sobre a contagem. Eu chego na sexta, dia 19. Subtraindo 7, hoje, de 19, não dá 13, dá 12. Mas lembrem-se, dia 0 não existe. Eu chego no dia 1. Então, até sexta que vem!
Muitos beijos e Salve Maria.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Dia 18 A.V. - tirando o atraso
SM
Bem, no domingo, eu acordei e fui na missa. Aliás, quando eu estava me arrumando para ir, eu tropecei de uma maneira que eu ainda não consegui entender em mim mesma e tomei um tombo incrível. Eu caí de joelhos e pensei "nossa, parece filme de aparição", porque foi bem assim minha queda. E agora, cada vez que eu ajoelho, eu penso na minha queda, porque eu machuquei mesmo o joelho... Enfim, não vou ficar lamentando-me de minhas doenças como uma velha. Eu fui na missa na Saint Eugène. Todo mundo diz que lá a missa é muito bonita, e tal, e o coral, e não sei o que... E, já descontando que está nas férias, embora não seja um desastre, eu não vejo nada de tão fenomenal assim. Aliás, sobre as férias, é uma coisa impressionante. Eu não acreditava antes de ver. Tinham me dito que Paris ficava vazia no mês de agosto. Eu pensei: "ah, duvido. Deve ter muito turista mesmo assim..." Eu acreditava mesmo que muitos parisienses pudessem viajar, mas não nesse conceito forte de cidade vazia. Além do mais porque minha escola fica em um bairro muito turístico, então eu achava que não mudaria nada ou quase nada. Mas eu estava errada, claro. É inacreditável. De sexta para sábado, as pessoas sumiram. Sabe o jeito que fica São Paulo naquela semana entre o Natal e o Ano Novo, ou pior, no dia seguinte ao Natal, onde a gente tem a impressão que se olhar bem, a gente acaba encontrando as mesmas pessoas todo dia, porque só sobraram alguns poucos condenados na cidade? Imaginem o m6es inteiro sendo dia 26/12. Paris fica assim. Mesmo num bairro muito turístico, onde eu estudo, tem várias lojas e restaurantes que fecham todo ou parte do mês de agosto. Uma loucura...
Bem, depois da missa, eu encontrei com uma das mulheres que fazia parte do coral da Santa Joana e a gente foi almoçar juntas. Ela também encontrou uma amiga da irmã dela, que ela nem conhecia, e fomos nós 3. Ela mesma é analista de sistemas, digamos. a amiga, chamada Maria Letitia, é a responsável pela biblioteca do Chateau de Versailles. Muito glamour, né? Pois é... Super chique! Ela me deu um cartãozinho dela e tudo... Muito legal!
Na saída, como o lugar que a gente almoçou era exatamente do lado da igreja Nossa Senhora das Vitórias, e as duas estavam querendo ir na Paris Plage, eu fui para a igreja. Além do mais, eu estava querendo mesmo ir visitar a igreja. E eu gostei muito. Começando que ela tem as paredes todas lotadas de promessa. Sabe aquelas plaquinhas, escritas obrigada, etc, em pedra, claro, para durar? Então, e depois, os corações de promessa também... Todos os ornamentos das paredes, no alto, porque em baixo é tudo coberto de promessa, são feitos de "mosaicos" desses corações. Gostei muito. E eu passei mais de hora lendo essas plaquinhas. Muitas eram repetitivas, mas algumas nos fazem imaginar histórias muito interessantes... E mesmo as repetidas, imaginar a intenção, o estado de espírito da pessoa que mandou colocar aquilo. Mas algumas eram ainda mais interessantes. Para o post de amanhã, eu quero transcrever algumas e comentar sobre elas.
Na segunda, eu tive aula uma parte do dia. Então, de tarde, eu não podia fazer muita coisa. E resolvi ir na igreja de Santa Maria Madalena, a Madeleine, que é citada no livro do Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras. Sinceramente, nunca tinha ido numa igreja que inspirasse menos piedade na minha vida! Mesmo essas igrejas modernosas, horrorosas, que eu conheço várias. É uma igreja do século XIX, pelo menos uma parte, muito parecida com um templo, e está toda suja por fora, toda preta. Já dá medo de entrar. E por dentro, continua parecendo um templo. Ou vai, um saguão de biblioteca de filme, no máximo. Lá na frente tem o Santíssimo, no altar principal, não sei por quê. Eu vi duas ou três pessoas em silêncio, sentadas, mas ninguém ajoelhado. Eu fiz questão de rezar o rosário de joelhos lá, porque era uma coisa inacreditavelmente pagã. Lá, eu acho, estão as relíquias de santa Maria Madalena, em um relicário, no canto do altar, mas não dá pra ver direito. As estátuas todas eram bem feitas, não tinha ninguém sem roupa, nem mal-vestido. Mas acho que inspirava menos piedade do que aquelas coisas renascentistas de Roma, se isso é possível. E o altar era igualmente feio, mas o mais impressionante era, sem dúvida, o mosaico em cima do altar. Representava Napoleão chegando no céu, sendo apresentado pelo papa a Jesus e à santa, que flutuavam ambos em nuvens, e vários bispos junto, patriarcas orientais, muita gente, enfim. E ele estava com o manto de rei e a coroa de louros, que eu tenho certeza que ele não levou para a outra vida, e pegava em uma almofadinha a coroa dele de imperador. Inacreditável! Eu não conseguia tirar os olhos daquilo. Eu tirei foto, claro, mas eu acho que, para mim, essa igreja se tornou um passeio obrigatório aqui em Paris. Muita da minha raiva de Paris pode ser encarnada nessa igreja.
Hoje, para compensar, eu fui na Rue du Bac, ver a capela da medalha milagrosa. Ali sim inspira piedade. A igreja não fica vazia um minuto. É uma capelinha de uns 200 lugares, é verdade, mas fica o tempo todo lotada. E as pessoas vão lá mesmo para rezar. Até de joelhos. Embora eu tenha preferido a calma da Nossa Senhora das Vitórias, é interessante de mais ver a cadeira onde nossa senhora sentou. E lá, fora as relíquias, se tem mesmo um ar de santidade. É impressionante. E o bom é que lá não tem sentido o turismo, porque a capela não tem grande interesse artístico. É só mesmo a religião, então a gente acaba vendo mais latinos do que tudo. Na saída, eu passei pela Nossa Senhora das Vitórias de novo. E como eu estava lá rezando ainda perto da hora de fechar, uma das freiras me pediu para ajudar a "fechar a igreja". Ou seja, arrumar as coisas para fechar. E eu soprei sinceramente umas 200 velinhas, porque as velas pequenas não podem ficar acesas à noite por causa de incêndio. Então lá passei eu apagando. Só não sei o tempo que elas levam para acender tudo no dia seguinte. Mas eu fiquei imaginando várias crianças com inveja de mim... Depois eu ajudei mais um pouco e ela me pediu para voltar na sexta, às 3 da tarde para ajudar a limpar as plaquinhas de promessa. Oba! Então sexta eu volto lá.
E foi isso. Essa semana eu estou de fato fazendo turismo em Paris. Sozinha, literalmente. Rodeada de coreanos e chineses, porque é só quem tem por aqui, quase. Faltam só 18 dias para eu voltar. Eu não vejo a hora.
Até mais, gente. Estou com muita saudades já. Mas está acabando.
Vários beijos e Salve Maria.
domingo, 31 de julho de 2011
Dia 19 A.V. - tirando o atraso
SM
Já cheguei nessa semana. Segunda feira eu fui na escola. Finalmente, depois de tanto tempo passeando, eu precisava me voltar um pouco aos estudos. Era uma professora nova, chamada Edwige, formada em letras clássicas, ou seja, grego e latim. Nossa, sem exagero, acho que foi a melhor professora que eu tive. A anterior era boazinha também, mas essa era muito boa. Logo no 1o dia ela me viu com um livro que a Sophie tinha me emprestado e ficou conversando comigo no intervalo sobre literatura e me recomendou outros livros e tal. E depois, de tarde, tinha uma outra professora. Mas não tinha a mínima comparação. Enquanto a da manhã era toda culta, certinha, etc, a da tarde chamada Catherine, era meio grosseirona, e falava que gostava de aprender novas gírias e palavrões pra sair falando. E ela era igualzinha à bruxa da pequena sereia. Idêntica! Era incrível! E foi indo. A gente aprendeu muita coisa essa semana. Eu pelo menos. Podia ter essa professora sempre, viu... Porque ela saiu de férias sexta e a gente vai mudar de novo. E aliás, a escola vai ficar quase vazia essa semana. Porque os alunos estão indo embora quase todos também. Não importa. A aluna mais importante ainda vai ficar 15 dias...
Na terça, eu fui na casa da Sophie jantar. Primeiro, ela tinha dito que teria também um outro amigo dela. Eu não gostei muito, na miúda, porque se tivesse, a gente não poderia conversar muito à vontade. E eu, como tinha uma mala enorme de presentes para levar, em vez de pegar o metrô, que era mais rápido mas andava mais, eu peguei o ônibus. E aí pude ir sossegada. Quando eu cheguei lá, a primeira boa surpresa foi que o amigo não viria. Porque ele achava que os jantares na casa dela era muito "intelectuais", que ela e os amigos dela tinham "um papo muito cabeça", seria a definição. Eu fui entrando, com a minha malinha e o outro pacote. E fui tirando:
1- um chapéu e uma bolsa de papel, daquelas de enroladinho que imita palha, coloridos, muito lindos, que ela amou. E ela nem acreditava que era papel;
2- um chinelo bordado. E ela ainda pode escolher entre azul, prata e laranja. ela escolheu laranja. Eles era iguais, só mudava a cor, e eu gostei de todos;
3- um Divino de madeira, daquele tipo falso-velho pintado de branco e desgastado. A Air France tinha quebrado 4, dos 8 raios, quando eu estava trazendo da Inglaterra. Mas, modéstia à parte, ficou tão bem colado com super-bonder e disfarçado com branquinho que nem dava para perceber;
4- uma toalha de 1,5x2,10 bordada à mão, daquelas bem Brás, e um caminho de mesa idem, para a mãe dela. Eu falei que era bordado à mão, mas só para ela poder dizer pra mãe dela. Porque eu, sinceramente, acho que ela não sabe o valor que isso pode ter. Ela não sabe bordar, então não creio que ela imagine sequer o tempo que levaria para fazer aquilo, muito menos o custo de uma coisa dessas se fosse feito aqui na França. Mas a mãe dela certamente sabe. A mdm Morin já tem mais de 65, então acho que ela tem sim noção daquilo.
5- uma caixa com 2 garrafas de cachaça paulista. E tinha uma tipo Ouro e outra Prata. Eu não tenho a menos ideia da diferença. As duas tinham o mesmo teor alcoólico, mas a Ouro era amarela e a Prata era transparente. Eu falei pra ela que não sabia a diferença. E o problema era que o nome era Caribeña. Que ódio! Isso não é nome em português. Mas tudo bem. Não era cachaça para exportação. E no fim era mais um ponto positivo, porque ela gostou de ganhar uma cachaça que era de fato para os brasileiros. Mas eu disse pra ela ficar sossegada que ela só tinha 45% de teor alcoólico. Não era uma daquelas de alambique, das malucas com 70%, que nem eu tomei uma vez. Porque, na minha modesta opinião, aí já fica ruim.
6- um outro chinelo bordado para a Emanuelle, que me emprestou a mochila de acampamento e mais um, junto com uma bolsa de barbante para a Eleonore, que foi quem me levou na pélé. E aí, quanto aos chinelos, vai ser na sorte pra que vai cada um, porque estava escrito nas caixas prata e azul. E nenhuma das duas cores é parecido nem em francês, nem em inglês. E como ela não sabe espanhol nem português, já era! Não importa, os dois eram bonitinhos.
7- uma caneta que eu comprei na casa do Sherlock Holmes e um marcador de páginas do museu da Jane Austen, tudo vindo da Inglaterra, desse último fim de semana, pelos livros que ela me emprestou.
E só isso. Não bem só, mas só. Ela gostou, acho. Depois, a gente sentou no sofá da sala, onde eu peguei um pouco de resto de pelo da gata, como eu contei, e começou a tomar cidra e conversar. Aliás, cidra é muito bom... Eu nunca reparei, mas deve ter algumas boas aí. E é uma boa idéia pegar o costume, porque a cidra tem o teor alcoólico de cerveja, é fraquinha, e não é tão amarga, para quem não gosta de cerveja. E a gente foi tomando e conversando. E primeiro a gente falou de várias coisas, que a gente concordava, e depois, ela começou a falar de coisas que a gente não concordava. Parecia que ela tinha um script já do que a gente falaria e nem se dava ao trabalho de disfarçar. Ela ia só lançando os temas. Me senti quase numa entrevista. Mas não que só eu falasse, a gente discutia bastante. E claro, enquanto isso eu melhorava o francês... Quando deu umas 10 horas, ela resolveu fazer um jantarzinho. Nada de muito. Ela misturou um resto de comida da manhã com 3 ovos batidos, omelete, e pronto. Eu concordei, claro. Mesmo porque, ela gastou no máximo 2 minutos para fazer, e a gente pode continuar conversando o tempo todo. Quando deu umas 11 horas, que ela pegou a sobremesa, eu pensei: daqui a 1 hora, mais ou menos, eu saio. Porque se não eu perco o metrô. E, 20 minutos depois, eu olhei o relógio e era 1:20. Eu falei: "ih, Sophie, já perdi o metrô!" Mas aí ela chamou um taxi e eu voltei para casa. No caminho, eu liguei para a minha mãe, que tinha falado comigo as 8 daqui e pedido para ligar quando eu saísse da casa da Sophie. Mas como ela estava ocupada, ela me disse que ligaria depois. E ligou quando aqui já era quase 3... Ela me tirou do meio de um agitado sonho em francês e queria que eu falasse em português. Eu não estava conseguindo, aí a gente começou a conversar em francês mesmo. E ela deu muita risada e contou lá em casa. Enquanto isso, os seminaristas todos e o padre Aulaigner comendo pizza e deram risada de mim, pode? Absurdo, né? E outra, toda uma festa lá em casa e eu aqui, toute seule, tadinha de mim...
Bem, na quarta eu não fiz muita coisa. Estava acabada e não aguentava mais. Então, depois da aula eu só vim para casa. Na quinta e na sexta, igual. Mas na sexta, eu fui na missa que eu tinha mandado rezar pela d. Elda, na Saint Eugène. E bem, foi missa normal, de Santa Marta, a da bíblia. Na sexta também eu fiz um levantamento de deveres ainda por fazer aqui em Paris e coisas a comprar. Então eu trabalhei até que bastante. E no sábado, eu saí do quarto só para jantar, porque eu fiquei arrumando a bagunça E olha que era muita! Eu tirei 3 sacos de supermercado cheios de lixo, e guardei todas as minhas roupas de volta no armário. Foi um sufoco... Mas pelo menos meu quarto está arrumado agora.
E domingo, eu conto amanhã, ou depois, porque se não, eu tenho medo de acabar meu assunto. No mais, eu fico pensando em tudo que eu falei com a Sophie principalmente na terça. E eu acho que sinceramente, tem muita coisa a ser feita aí, na sede. Eu não falei nada, mas às vezes, eu ficava com vergonha do que a gente não fazia. E não eram coisas ruins essas em! É em parte verdade o slogan da agência de intercâmbio pela qual eu vim: "a gente sempre volta diferente de uma viagem". A primeira diferença é que com essa água meu cabelo voltou a ser totalmente liso. A segunda é que eu falo bem melhor francês. E a terceira é que até os franceses me deram ideia do que fazer aí no Brasil. Me aguardem, gente... Brincadeira, mas é verdade a parte das ideias.
SM. Beijos e estou com saudades, mas essa é minha penúltima semana na escola!!! EBA!!!
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