terça-feira, 31 de maio de 2011

DIA 82 A.V.

SM

Bem esse post era para ter sido feito ontem, mas eu não consegui, então vou fazer hoje esquecendo o que aconteceu hoje e conto o que aconteceu hoje amanhã.
Domingo e segunda. Como eu contei, eu fui ver os meninos no domingo. Aluguei um carro, um Twingo e fui. Era até bem legalzinho, viu... Cheguei cedo lá em Courtalain. E nós conversamos um pouco antes da missa e depois da missa, rezada pelo padre polonês, eu almocei no seminário. Tinha uma salada de palmito que estava boazinha. Depois tinha uma mistura de cenoura e vagem, e tinha uma carne com molho. Tava gostoso. Eu não perguntei do que era a carne para não ouvir coisas desagradáveis. Mas tava bom, sim. E de sobremesa teve torta de morango, que tava muito boa! Nós três almoçamos na sala de visitas e ficamos dando muita risada lá com as artes deles no seminário. Foi muito bom. Antes do almoço, isto é, entre o almoço e a missa, eu também fiquei conversando com os brasileiros, dando muita risada das coisas que o Luis contava. Ele é muito muito doidinho! Cada coisa que eles aprontam! E o Luis Fernando gostou da história dos brigadeiros, e me pediu para escrever a receita, porque ele ia colocar todo mundo para enrolar brigadeiro!
Ah, sobre o Pedro... Ele se machucou no futebol deles lá. O Stephane levou ele no médico essa semana e o médico deu uma tala para ele que é uma espécie de alça de mochila com a parte de trás totalmente dura. Ele amarra isso nas costas para mexer o ombro o mínimo possível. E disse o médico que ele vai ter que operar, mas ele vai esperar voltar para o Brasil para fazê-lo por causa do tempo de recuperação.
No fim do almoço, eles podiam dar uma saída. Nós 3 fomos então passear com um outro seminarista cuja irmã, Sophie, a qual mora em Paris estava lá. Foi super bom, porque eu finalmente conheci alguém aqui! Ela se formou em letras clássicas (a saber, latim e grego, fora o frances) e no momento ela é professora substituta do estado, mas ela está prestando um concurso para ser professora titular. E nós conversamos um pouco e tals e trocamos telefones.
Depois, a gente foi passear com eles. Nossa, que programa de índio! Andamos 1 hora por um bosque, a pé, numa estrada de pedregulhos. Foi emocionante! Nossa... A música deveria ser: "Promenos nous dans les bois, Pendant que le loup n'y est pas. Si le loup y etait, Ça aurait été tant mieux!" Pois bem... Nós andamos e andamos e cansamos, mas não sentamos. Depois, nós voltamos para o seminário. Eu entreguei a quantidade imensa de doces enviada aos meninos e eles agradeceram muito. Depois, vim pra Paris de volta, e, num caminho que eu tinha feito em 10 minutos de manhã eu gastei quase duas horas. Definitivamente, Paris de domingo à noite não dá pra circular.
Ah, só um comentário. Eu moro do lado de um Pronto Socorro infantil em São Paulo e não lembro de escutar ambulância. E aqui eu não moro perto de hospital. Mas onde quer que você esteja, aqui, a cada 2 minutos no máximo, você escuta uma ambulância. Eita povo doente!
Ontem de manhã teve a aula. E eu estava lá, numa boa, como quem não quer nada, estudando. Aí chega um SMS da Sophie me convidando pra ir cantar lá com ela ontem mesmo. Na Santa Joana de Chantal. Meu Deus, que lugar longe! São umas 30 estações do metro, no total! mas tudo bem, eu agora tenho amiguinhos! hehehe E eu nem lembro direito como foi a aula, porque eu tava ansiosa para ir lá.
Bem então eu fui. O coral era: uma sra com uns 40 anos, soprano de voz super aguda. Uma com uns 35, meio gordinha que quebrou o pé, mas não quer ir no médico porque ingessar fica feio, Ela que deve ter no máximo 30. Um rapaz com uns 27, que é o chefe do coro e tem total cara de músico. Ele é meio gordinho, cabelo grande enrolado doidão e etc. E um rapaz com uns 30 também, que parece italiano de rosto, mas as piadinhas bestas e o sapato horrível provam irrefutavelmente que ele é frances. Nós cantamos 2 músicas novas a 4 vozes. E o ensaio da missa de quinta, Ascenção, vai ser na quinta mesmo.
E eu não me lembro de mais nada. Tudo ficou escuro... Brincadeira. Ficou escuro mesmo porque anoiteceu. O ensaio começou as 8:30 da noite e eu saí de lá mais de 10, portanto cheguei em casa mais de 11. Mas tudo bem. Eu tinha avisado que chegaria tarde. Digamos que ontem eu achei que ia dar para aguentar ficar aqui 3 meses...
E agora não vou contar hoje porque hoje fica para amanhã.
É isso, queridas. O link das fotos eu coloquei mas mais tarde eu arrumo direito e coloco legenda, porque eu vou para a missa agora.


SM!

sábado, 28 de maio de 2011

Dia 84 A.V.

SM.

Tenho alguns assuntos atrasados, ou que ficaram para trás. Por exemplo, o arroz. Eu contei que quinta a madame ia fazer arroz. Digamos que estava... diferente. Era um arroz daqueles meio com casca, feito mais ou menos como macarrão, não sei. Ele era cozido de uma maneira estranha, e era estranho. E meio moreninho, acho que por causa da casca. Mas até que não tava ruim, não. Gostei.
E também de quinta. Eu almocei um lanche lá perto da escola... E isso sim era drole. Era um misto no pão Pullman. Com o pequeno porém de que era arranjado da seuinte forma: Pão; pão; presunto; queijo; presunto; queijo. Genial, não? Aí a indiana dava uma tostadinha no queijo de cima para não escorrer e esquentava. No final até que ficava bem bonzinho, mas eu ainda acho que era mais fácil se tudo ficasse dentro do pão e não só em cima.
Agora de ontem: Não houve nada muito especial. Eu fui na escola, e a professora elogiou o meu trabalho que eu tinha pedido ajuda mesmo porque só eu tinha feito. Depois, de noite eu fui na missa. Antes da missa, eu fui procurar um amigo do padre Giorgio, o famoso padre São Mauro da Santo Antonio. Ele tinha me dito que o tal padre estivera no Brasil e que agora trabalhava aqui nos Scalabrinianos. Só para situar, esses padres são especializados em cuidar dos imigrantes italianos no mundo. O padre Giorgio vive insistindo para eu ir nos eventos deles aí de São Paulo. "Você não pode esquecer suas origens!" Eu até agora tenho conseguido dar desculpas bem razoáveis...
Enfim, eram dois endereços. Um mais longe e outro mais perto. Eu fui no mais perto primeiro, para manimizar o risco. Mas é óbvio que não deu certo. Era uma igreja, onde o padre só ficava perto dos horários das missas. A casa era no outro endereço. Lei de Murph! Lá fui eu então para o outro endereço. Por sorte era a mesma linha de metro.
Falando em linha de metro, quem vier para Paris precisa andar primordialmente em 2 linhas: a 4, que tem os trens mais velhos do que minha avó e a 1, que tem uma linha tremenda. os trens são relativamente novos, mas é bem interessante ficar no primeiro carro e ir observando a linha. O trem vai bem devagarzinho. Acho que até os maquinistas tem medo que ele tombe ou bata, sei lá.
Mas estava indo eu para encontrar o tal padre quando o Pedro me ligou e me deu uma bronca por eu falar quase todo dia com vocês! Disse que assim eu não ia saber nada, que eu não podia falar português nenhuma vez e etc! Posso com uma coisa dessas? E ele ainda falou que ele não falava português nunca. Rá! Mas 1- ele fala francês então com os amigos, e eu não conheço ninguém aqui. E 2- isso não é verdade. Ele sempre liga lá em casa. Mais de uma vez por semana. Para resolver isso, ele já me contou que a irmão do Stéphane, um outro seminarista de lá, a qual mora em Paris também ia visitar o irmão amanhã, (eu contei que eu vou no seminário amanhã, né?) e eu poderia ficar amiga dela. Quanta honra! Brincadeira. Quem sabe ela não me leva numa baláde de Jesú traditionel... hehe Brincadeira de novo!
Enfim... Cheguei lá e me atendeu um padre velhinho. Eu expliquei minha história e ele começou a falar comigo em italiano. O tal padre que tinha estado no Brasil não morava mais lá, mas tinha um padre português que poderia me confessar sem problemas. Só que ele tinha saído fazia 3 minutos e só voltaria no dia seguinte. Hoje, portanto. E que ele o avisaria. "Ti aspetiamo domani matina. Ciao, bella." Fazer o que? E lá voltei eu para a missa. Teve benção do Santíssimo antes e missa, tal. E era sexta e eu não tinha o que fazer, então fui no Mc mesmo. E lá, substituindo aquelas mulherzinhas que fazem papel na fila tem um tóten em 5 linguas diferentes. Assim, quem não fala francês faz o pedido e só entrega o impresso e o dinheiro no caixa. C'est génial, n'est ce pas?
Enfim, hoje eu acordei cedo para ir na missa. Era nove e meia de sábado. Ninguém merece! Minha avó diria: missa dos velhinhos... E não tinha nenhum dos 6 rapazes que ajudam o padre, então o padre tava sem acólito mesmo. Depois, eu fui confessar. E tava lá de novo o padre, conversando comigo em italiano. Ele disse que ia chamar o padre e depois que ele já vinha e sumiu. E passaram por lá vários rapazes de uns 25, vai, no máximo. Bonjour, bonjour. E depois entrou um outro: Bom dia, eu sou o padre. Caramba! Sério mesmo, ele tinha cara de pessoa absolutamente normal! Era super hiper novo, com roupas normais, obviamente, e cara de padre zero. Ave Maria! Mas absolvição é igual. Confessei saí e pronto. E digo uma coisa: onde há vida há esperança: pela primeira vez eu vi uma freira vestida de freira aqui na França! Andando de metro! Surpreendentíssimo!
E eu vim para casa e pronto. Fui dar uma olhada na loja da Europcar onde eu vou pegar o carro amanhã e aquele lugar é nojento! Cheira mais mal que qualquer beco em São Paulo. Dava para diferenciar os diversos tipos de nojeiras... Ah mais uma coisa. eu estou pegando o do da Stella. Velhinhas me contando histórias... Quando eu subia, uma me falou: "Sabe, eu nunca subo com ninguém no elevador aqui, mas voê eu deixei entrar. Porque outro dia, eu estava aqui no elevador do prédio, onde moramos eu e ela aliás, e entraram duas pessoas comigo. Um rapaz e uma moça. E eles me assaltaram e me roubaram tudo! Até minha carte bleu." Não sei bem o que é carte bleu mas parecia importante, porque ela repetiu isso várias vezes. Eu quase disse para ela: 'ainda bem que estamos em um país sem criminalidade!' Fiquei chocada dela ter sido assaltada dentro do elevador, o qual, para ser acessado, é preciso passar por uma porta que fica trancada e a gente tem que abrir.
É isso, gente. Agora vou dormir porque amanhã eu acordo cedo.

Só para deixar para vocês, essa é uma entrevista com o "Arnesto", o amigo do Adoniran Barbosa para quem o mesmo escreveu o samba. Ela foi feita na comemoração do centenário do Adoniran. Reparem que o velhinho nem fala direito, mas ainda toca bem violão. Música é emoção!


SM!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dia 86 A.V.

SM

Ontem, não teve nada importante, exceto o fato de que eu não ouvi o despertador e cheguei na escola na terceira aula. Diga-se de passagem, era a última. Mas o lado bom é que a escola tem um tal de Tutorat, que é um... tutorial. O professor indica exercícios para cada um em particular. Tutorial. Depois, deu tempo ainda de dar uma experimentada no lindíssimo piano de cauda da escola. Pena que eu não toque piano e tenha tido que deixar my baby em casa! Isso é uma indireta sim! Duas, aliás. A primeira é que eu queria tocar. E a segunda é que a Tera devia ganhar um piano.
Enfim... Eu vim para casa sem grandes acontecimentos.
Hoje, o dia começou mal! Ou melhor, o dia começou mau! Eu estava numa porta do metro que não abriu! Na estação que eu desço, a porta da plataforma correspondente à minha estava desativada. Resultado? Perdi a estação, tive que ir na próxima e voltar. Com isso, quase me atrasei e tive que correr que nem louca no caminho da escola! Shh hrii shh hrii... Pelo menos a aula foi divertida!
Por exemplo, hoje eu descobri dois costumes super estranhos.
O primeiro é da França: eles comemoram o dia de Santa Catarina, não sei qual santa nem qual dia. O professor também não sabia. Enfim, nesse dia, são dadas festas para as moças de 24 anos que não tem namorado. Para elas escolherem alguém. Tudo bem, a tradição é engraçada. Mais le plus drôle é que ainda hoje, isso é levado meio a sério na alta sociedade francesa. Embora ninguém admita, essas são festas onde os solteiros da alta sociedade se conhecem. Isso, segundo o professor...
O segundo é do México: existem 2 tipos de lembrancinha de batismo. Quando nasce uma menina, dá-se chocolate. Quando nasce um menino, dá-se CIGARROS! Isso sim é estranho. Fora a velha mexicana, tem um outro rapaz, Alonzo, que também é mexicano. Eles contaram isso... Estranho! Muito estranho. Muito!
Foi engraçada a aula hoje. Por isso eu me animei e resolvi ir passear. Au bord de la Seine! A praça da Notre-Dame, além de um amontoado de poeira voadora é um centro de loucos! Digamos que o pior foi ver, além de um monte de gente que brincava com as pombas, deixando-as suber nos ombros, na cabeça, esfregando a mão, mais de um pai colocando pomba DENTRO DO CARRINHO DO NENE! Sem pensar em "coisas de velho", como falar de doença, pomba é nojento! Credo! Grruu grruu...
E teve a missa, às 7, na igreja de Saint Eugene et Sainte Cécile, de onde são as fotos que eu postei hoje. Como sempre tradis franceses. Não preciso nem descrever. Enfim, eu voltei para casa. Sobre a casa, eu descobri uma coisa interessante. Eu fico exatamente entre 2 estações de metro. A gente chega até a avenida e de lá é só subir ou descer. Et bien, eu sempre desço. Vou para a escola pela de baixo, e volto pela de cima. Emocionante!
Hoje à noite, foi a última da outra estudante. Ela é inglesa, casada, com 44 anos. Ela vai vir morar aqui em Paris para trabalhar no ano que vem e está de férias estudando francês. Ela trouxe bolo e até que era razoável. E a Maya, que é a filha da madame que estava viajando, me ajudou na lição. Ela fez direito e é super legal! E me ensinou muito bem...
Bem, é isso.

SM,
Regina

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dia 88 A.V.


Ontem foi o primeiro dia de aula. Metro é a única coisa no mundo, talvez que seja mais a quantidade do que a qualidade. E nem adianta vir com uma de dinheiro. É melhor 1 libra ou 1 milhão de dinheiros camaroneses? Pois é. Enfim, o metro em Paris não é bom, mas é muito. Aliás, a rede metroviária de Paris é uma viagem pelo museu do trem. Quanto mais no centro, mais antigas são as estações e mais velhos os trens. Fossem os trens vivos e teriam formado um sindicato para exigir a aposentadoria há tempos. As pessoas se aposentam com 62 e os trens nem com 102. Coitados! Tem um trenzinho verde, uma linha toda aliás, ou várias, na verdade, que é com pneus! as portas destravam, mas é necessário abri-las. E, acreditem ou não, Paris tem um cheiro doce meio enjoativo... É totalmente diferente do cheiro de São paulo, que é mais, digamos, duro. São Paulo quase cheira a papel. É alguma coisa parecida. Paris tem um cheiro doce.
Enfim, na escola, posso afirmar com segurança que mais de um terço é de brasileiros. Eu não sei bem de onde, mas tudo bem.
Minha sala é uma loucura! É uma sala que acabou de passar para o B2 avançado, digamos. Tem uma brasileira magrinha (não sou eu... eu não sou magrinha), que é absolutamente incapaz de falar tu corretamente. A pronúncia dela compete com a da japonesa ao lado dela. Dá para ter uma idéia, né? Ambas devem ter uns, digamos, 18, 20 anos. Tem depois uma outra brasileira, que até que é melhorzinha... A primeira chama Andrea, e as outras duas eu não sei. Digo, a japonesa e a outra brasileira. A qual é daquele tipo morena, mas nem chegando perto de mulata, labio grosso, cheinha mas não gorda, tipica de quem se achava na escola e quando caiu no mundo real tinha quantidade suficiente de cérebro para ver que o mundo não era bem assim.
Depois temos um senhor alemão que cheira muito mal. Aliás, quando a gente vai reparando, o cheiro das pessoas no geral não é bom. mas alegria, camelos velhos! As minhas anfitriãs tomam banho todo dia! Ou fingem, pelo menos... hehehe Mas o alemão até que não é tão ruim. Depois sou eu, depois uma suiça, acho. Aliás, isso tem de monte na escola. Ela até que é razoavelmente boa. Betina. magrinha, rosto redondo, até que é bonitinha. Depois vem dois amigos, hispanicos, mas não sei bem de onde. para chutar, diria México. Ele, Daniel, eu não ouvi falar quase nada, e ela acho que é das melhores da sala. E por fim uma outra hispânica, velha. Espanhola mesmo, acho. Meu Deus! Como é ruim aquela mulher! Eu me sinto na sala do sexto ano. E fala! Senta que lá vem história! A professora, uma mulata magrinha e bem arrumadinha tem muuuuuuita paciência para aguentá-la! Maria Mãe de Deus! Quando ela abre a boca eu tenho que me segurar para não fazer um muxoxo. Ninguém diz, mas acho que todo mundo ali tem vontade de muxoxar. E eu fico na minha. Ah, esqueci de dizer: as cadeiras ficam em forma de U
Essa semana nós vimos várias coisas de descrição. Hoje por exemplo foi pegar um caso onde você estava descontente e criticar alguém dando sugestões. E depois a gente trocava os papeis e no caso novo a gente discutia com quem tinha preparado. Foi bom...
E ontem e amanhã era para fazer descrições de imagens. Amanhã tem que entregar uma que a gente descreve uma propaganda do nosso país. Espero que nenhuma das outras duas tenha pego minha propaganda! Eu coloco a foto em baixo.
Bem, ainda sobre metro, eu já vim 3 vezes de metro para minha casa e em nenhuma delas eu fui capaz de acertar a saída. Eu simplesmente não acerto. Hoje, por exemplo, eu não sei como, mas eu saí uma estação antes! E vim andando!
Sobre o tempo, é engraçado... Não faz muito calor. Dá para sair de blusa todo dia. Durante o dia esquenta e toca a carregar a blusa. Mas o melhor é que quando eu saio,, às 8, tudo bem, não é cedo, mas já está claro. E vai anoitecer lá pras 10 da noite. Isso é muito bom por um lado, mas por outro, a gente perde um pouco a noção da hora.
E por fim, ontem alguém teve insônia aqui... Não parou de circular a noite toda. Nem sei quem era. Credo. E a dona da casa insiste em falar que tem medo do Brasil, da violência e tal. Qualquer dia eu não me aguento, viro para ela e falo: ah, nunca soube que em São Paulo tivessem queimado 20 carros numa só semana... Só para situar, isso aconteceu aqui faz alguns anos. E também, tem uma inglesa aqui, que está arrumando umas coisas para vir trabalhar aqui. E ela disse que não sabia se ia ficar porque não sabia se ia gostar. E a dona: mas só se for não gostar do trabalho, porque quem não gosta de viver em Paris? Quase que eu levantei a mão: Presente!
É isso, girls. Fiquem com a propaganda. Vocês já devem ter visto até...
SM.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Agora sim o primeiro

Oi, gente!

Bem, agora sim a dona desse blog comprou um adaptador universal e pode colocar o post na tomada...
Pois bem... Para primeira postagem, queria dizer que estou gripada e amanhã tem gravação. Infelizmente não posso, mesmo porque eu não estou gripada e não tenho gravação amanhã. Minha banda de Heavy Metal só grava no sábado... Para os desavisados, eu to zuzu...
Enfim, começo contando a história da TAP. Estamos nós, belos e felizes para entrar no avião. Aliás, eu sempre fico de olho na fila da primeira classe. E sempre acabo descobrindo uns patetas que querem dar uma de bons e ficam naquela fila e quando a gente entra no avião, eles tão lá no poleiro com a gente... hahaha Povo besta! Mas a pior parte era que meu avião era micro e podre. Cabia umas 400 pessoas no máximo e não era jumbo, então:"nada de tvzinha particular... Era tvs de elétrons, pré-históricas... Quase cinema mudo... Quase que precisava jogar água de tempos em tempos... hahaha
A pior parte no entanto ainda estava por vir... Eu já previ, como ave de mau agouro (ler tex ed xx), quando olhei o cardápio e as opções de comida eram penne estranho e... MOQUECA DE PEIXE. E eu estava certa... Eu me encontrava no lugar 25, quer dizer, ainda tinha 15 fileiras pra tras, e já tinha acabado o penne. Mas só de sentir o cheiro da moqueca de peixe do vizinho, eu já estava enjoando, então eu convenci o aero-velho que eu tinha alergia a peixe e que eu precisava comer e pude comer o penne intragável... Credo!!!
Enfim, e aí vem a segunda parte triste, eu cheguei em Lisboa. E lá o ar condicionado devia estar regulado em no máximo 15 graus. Se muito. E eu sem agasalho, claro... E eu até tinha achado um lugarzinho onde o ar estava mais fraco, mas logo depois vieram uns cretinos de uns coreanos ou sei lá o que e ficaram gritando e foram vindo pro meu lugar e sentando do meu lado e mais perto e um sentou no chão bem na minha frente, e eles fizeram até eu sair... E eu não achei mais lugar bom...
Enfim, quando eu cheguei em Orly, ainda tinham quebrado minha mala e eu devenis fous!!! Em bom português, pirei!!! Mas tudo passou quando eu vi o super mercedes que me esperava... E o motorista, me perguntou se eu queria musica e tals. E lá fomos nós... Portanto, eu não fico feliz se não tiver uma limo me esperando tocando "pantera cor de rosa"... To zuzu... Em São Paulo eu fico feliz de qualquer jeito...
E hoje, eu fui na escola e caí no nível B2, que é o que eu queria... Mas eu conto hoje numa outra oportunidade... Talvez hoje mesmo...

Falou, beijos me liguem que agora EU TENHO CELULAR!!!! Não precisa ligar não, mas que eu tenho, tenho...

domingo, 22 de maio de 2011

OI


Ainda estou configurando essa coisa de blog, mas não queria deixar de falar algumas palavras...
Algumas considerações só sobre a viagem...
Primeiro, a TAP e a GOL deveriam ser parceiras. Parceiras não, a mesma companhia, isso sim! Eu me senti na GOL pelo nível do penne que me deram... Nossa, nunca comi uma coisa tão ruim em toda minha vida...
Depois, eu vim de limosini....