sábado, 30 de julho de 2011

Dia 21 A.V. - tirando o atraso

SM
Bem, eu achei que contaria tudo no mesmo post, mas de fato, o de ontem já estava enorme e o de hoje tenho certeza que ficará grande também. Estava lendo, ou relendo os e-mail que eu mandei sobre a viagem do começo do ano e ria muito. Espero rir muito também relendo esses posts do blog.
Bem, no sábado, a gente acordou cedo porque a gente precisaria estar no centro de Londres às 8, para pegar um ônibus turístico que nos levaria até vários lugares. E para tanto, a gente teria que pegar o trem, na estação exatamente em frente à casa da minha tia às 7 e portanto teria que acordar um pouco antes das 6:30. Só que o meu celular é apegado, e ele não muda de horário. Não adianta tentar que ele se recusa. E a gente, já naquele sono louco, eu, que não confio em mim mesma perguntei para a Clara. "Se a gente tem que acordar 6:30 e na França é 1 hora depois, eu coloco 5:30?" Ela:"É.". E pronto. No dia seguinte, a gente acordou, eu me vesti, e quando ela colocou o relógio ela mesma disse:"Não acredito! A gente é burra mesmo! São 4:30 da manhã!" Bem, a gente até ia ficar conversando até a hora de acordar, mas não deu e a gente resolveu dormir mais duas horas e pronto.
Quando a gente acordou, não, não estávamos atrasadas. A gente tomou café da manhã super bem e foi para a estação. E pegamos o trem na hora certa, tudo muito correto. A gente sabia que ia chegar cedo de mais, mas o trem demorava 35 minutos e só passava de meia em meia hora. Então, não tinha escolha. Mas certo. Nós fomos e no caminho paramos, compramos uma coquinha, e era um supermercado que tinha uns caixas self-service. A gente experimentou, claro. E não podia tirar foto, mas a Clara tirou e a mulher ficou brava e ela não ficou nem aí. Olhou pra cara da mulher e a gente foi embora. Simples. E a gente então se dirigiu para o terminal de ônibus onde a gente ia pegar o ônibus junto com as crianças. A gente pegou, tudo bem, não foi difícil. O Tonico fez questão de sentar do meu lado e a gente foi conversando o caminho inteiro. Eu contando história pra ele da minha viagem e ele contando coisas do Brasil ou da escola dele. O primeiro lugar que a gente viu foi Windsor. Eu já tinha ido lá uma vez, mas não tinha conseguido entrar. Mas com a excursão é claro que eles sabiam que a gente entraria. Eu gostei muito. Primeiro tinha a casa de bonecas da rainha Mary, que é nossa, muito fantástica! Ela tem luz elétrica, água, e tudo funcionando! E tem micro taças com champagne de verdade e tudo! E os livros da biblioteca são livros de verdade, alguns feitos especialmente, como um caso que o Conan Doyle fez do Serlock Holmes, e também os grandes clássicos. É muito legal! Depois, tem a exposição da baixela real, com conjuntos do século XVI ainda. Muito lindos alguns! No meio, mas só por agora, tinha uma exposição comemorativa dos 90 anos do príncipe Phillipe, marido da rainha. E no segundo andar tinha a sala de jantar de cerimônia, que é usada até hoje, e o antigo quarto da rainha, que virou museu, e várias outras salas e depois aquela sala que, quando a gente imagina jantar da rainha da Inglaterra, imagina lá. Ela é uma sala de recepção, mas em uma ocasião lá, colocaram bem umas 200 pessoas folgadas em uma única mesa. E o teto é todo decorado com escudinhos, que são numerados e tal. Em cima de todos os brasões está escrito "Hony soit qui mal y pense", em franc6es mesmo, porque toda a nobreza inglesa da idade média era francesa e quer dizer "envergonhe-se quem pensar mal disso", e esse é o símbolo da Ordem da Jarreteira, que quer dizer ordem da liga. Algum dia eu conto a história. Depois, na saída do castelo a gente viu uma mini troca da guarda. E foi legal até, mas a da Buckingham é mais legal, porque é maior.
Enfim, depois de Windsor a gente ia no Stonehege. E a gente pegou um tremendo trânsito até chegar lá e o motorista do ônibus até desviou, mas mesmo assim demorou um pouco, e quando a gente chegou, era uma decepção. Eu achei que fosse uma coisa enorme, que a gente pudesse passear dentro, mas nada. Era do tamanho da praça do Arco do Triunfo e a gente passava em volta, bem loge, com um radinho em francês falando muito mas sempre a mesma coisa, porque nem tinha muito o que dizer daquelas pedras. É verdade que elas estão lá há mais de 5.000 amos, ao que parece e ninguém sabe como fizeram para levá-las para lá. Inclusive, os romas estudaram aquilo como sítio arqueológico. Mas foi decepcionante. Na saída, a gente foi para um restaurante almoçar.
A gente chegou no restaurante, que era té bem bonitinho, lá pelas 3 da tarde. Eu estava pirando de fome! E tomei uma cerveja aguada que não me deixaria feliz em outras circunstâncias, mas naquela foi bom. E as escolhas eram fish and chips ou hamburguer and chips. Eu pedi peixe e comi tudo, menos as ervilhas. Depois, eu comi só o pão do Marcos, que estava do meu lado e não estava aguentando tudo, então ele comeu só o hamburguer. E depois ainda eu comi mais da metade do hamburguer da Maria do Carmo, que também não aguentou. Eu nem sei como eu comi tanto! E enquanto isso, a Clara comia as saladas, mais a minha ervilha, a do Tonico e a do Luis. Pelo menos, quando a gente saiu estava saciada. Saindo de lá, a gente pegou mais um pouco de trânsito, claro e foi para Bath.
Bath é a cidade, mais ou menos da Jane Austen. Ela viveu uma parte da vida lá e tem várias histórias que se passam lá. Não completas, mas uma parte pelo menos. Era uma cidade com águas medicinais já do tempo dos romanos. Depois elas ficou famosa no século XIX e no começo do século XX saiu de moda. Então ela ficou estacionada no século XIX. Eu até que gostei bem. No centro da cidade tem ainda as termas e em volta várias casas e outras construções. É bem legal. Pensa que a gente tinha menos de 1 hora para ficar lá. A Clara e eu resolvemos ir no museu da Jane Austen. Mas como tinha uma exposição de 20 minutos necessária, a gente acabou indo embora. Eu só gastei um pouco, que nem devia, na lojinha e nós voltamos correndo. E chegamos no ônibus exatamente na última badalada das 6, que era a hora marcada para ir embora. E fomos. No caminho, a gente contou onde tinha ido e a profa. Érika achou super interessante. Ela também nunca tinha ido lá e falou que tinha vontade de conhecer. Que quando ela voltasse para a Inglaterra, ela voltaria a Bath. Eu e a Clara gostamos. E pronto.
A gente então pode voltar para Londres. E demoramos muito! Chagamos em Londres era quase 8 da noite. Nós descemos na 1a parada do ônibus. E foi a gente descer que eu vi que estava sem o celular. E já fui ficando deses perada. Mas foi eu tentar conferir se estava na bolsa que o ônibus foi embora. Aí a gente pensou: a gente sabe onde é a última parada: era a estação onde a gente tinha entrado. E nós duas corremos para lá para alcançar o ônibus. Quando a gente chegou na estação, eu fui perguntar se tinha um escritório da cia de turismo e a mulher me disse que não, que era só pelo telefone. Mas a gente não desistiu. E foi em direção onde estava indicado chegadas. A gente saiu na rua e ficou lá, meio olhando, mas não estava parecendo ser ali. A gente esperou uns 5 minutos e não chegava ônibus nenhum. Aí a Clara resolveu olhar lá dentro de novo. E enquanto isso eu vi que a placa atravessava a rua e continuava. Eu chamei ela e nós duas fomos lá. Aí a gente chegou num saguão que parecia o certo. E enquanto ela olhava não sei o que, eu dei uma saída na outra rua e quem eu vejo que tinha acabado de chegar? Nosso ônibus! Eu até perguntei pra Clara se era aquele mesmo e ela disse que era. Só que ele entrou na garagem. E a gente ia entrar atrás, mas tinha um chuveirinho de ônibus que não parava! Ele era entre 50 cme e 1,5 mts, com tr6es jatos. E aí, veio um homem indicando para a gente uma outra porta, mas a gente se assustou e resolveu passar. Como no meio era mais baixo, eu pulei ali. E a Clara tentou passar por baixo no canto, mas o jato de baixo pegou ela e ela molhou um pouco as costas. A gente foi andando com cuidado, porque era um chão cheio de óleo e água. Muito melecado e escorregadio. A gente chegou perto do ônibus e o motorista lá do lado. Eu fui lá e disse que tinha esquecido alguma coisa. Ele perguntou o que e quando eu disse que era o celular ele falou que tinha achado e indicou o banco onde estava. Quando eu subi, encontrei várias coisas perdidas: carteira, cartão do mêtro, etc. E foi uma super aventura.
Saindo de lá, a gente já super feliz e aliviada, mas super cansada. A gente foi pegar o trem. E a Clara também precisava recarregar o passe dela de metrô. Primeiro ela tentou no guichê e depois a gente teve que ir na máquina automática. Mas deu certo. E por fim, a gente pegou o trem que ia para a casa da minha tia, avisou que estava chegando e pronto. Chegando lá, ela comprou comida indiana. A gente foi junto e ela comprou um pouco de cada coisa para a gente experimentar. A gente sentou na sala e ficou comendo e falando. E era muito muito boa mesmo a comida. Nossa, delícia! E a gata, que é meio obesa ficava querendo comer também, mas minha tia não deixava, claro. E ela de novo não saía do meu pé. Eita bicho estranho! Mas tudo bem, eu não odeio mais gato... E depois a gente foi dormir, porque a gente estava de fato esgotada. A minha tia tinha sugerido que a gente visse uma exposição de objetos sacros católicos valiosos, mas como os museus são de graça no domingo a gente passaria o dia todo só na fila, então a gente ainda não tinha decidido o que fazer. E de novo, o post ficou gigante e para amanhã ainda tem várias coisas para contar. E conto e conto também essa semana. Já estou me alcançando sem fazer muita coisa...
E hoje foi o fim do primeiro antepenúltimo-penúltimo. Antepenúltimo sábado da viagem e penúltimo sábado de Paris. Minha viagem está chegando ao fim. Me pergunto o que será do blog sem ela. Vou pensar em algo útil.
Divirtam-se.
BJS, SM!

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