quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dia 44 A.V.

Como eu anunciara na última postagem, já foi metade da minha viagem!!! Essa é, queiram ou não, uma boa notícia. Principalmente, porque eu vou poder dizer, daqui a 44 dias que eu passei 3 meses na França, estudando francês... E saem o que me deu mais vontade de fazer? Ser professora de Português Lingua Estrangeira. Deve ser muito legal ver esses franceses, etc que se acham, porque pensam que têm uma lingua complexa se depararem com o problema da diferenciação de ser e estar. Aí, a gente poderia dizer como Virgílio (acho, ou Horácio), que até uma criança de 7 anos, no meu caso de 4, já sabe isso. Só um detalhe, ele disse isso sobre a metrificação das palavras, que dizem os latinistas clássicos, é a parte mais difícil do estudo do latim romano. Glup! E também nossos quase 20 tempos verbais, entre simples e compostos e, duas coisas inéditas: o infinitivo conjugado e o imperativo negativo! E nós usamos tudo isso, e nem percebemos. Enfim, quem sabe quando eu for mãe de familia e parar de trabalhar, cuidando dos meus filhos aqui na França, eu acabe fazendo uma escola de português aqui. C'est drôle ça, ehn?
Tenho poucas coisas a escrever, porque essa semana ainda foi muito curta. Foi mais a emoção de estar no meio da minha viagem. Na segunda, o André e a Selma vieram para Paris. Eu fui passar o dia com eles, então. Acordei cedíssimo (exato, 6 da manhã), porque eu precisava sair de casa às 6:30, para pegar o ônibus às 7 e chegar no aeroporto às 8:30. E quase não deu, porque a gente pegou um bruto trânsito no caminho. Mas cheguei lá, deu certo. Aí, era no terminal 2F. É evidente que o único vôo alterado era o deles. Tinha mudado para o 2E. Não era muito longe, vai. Pois bem. Lá cheguei eu. Eles só saíram às 9:30, então tudo bem. Depois, nós pegamos o ônibus da Air France e viemos para Paris. Bom, bom... O ônibus parava na Gare de Montparnasse, e segundo informações, o nosso hotel era ali do lado. Mas só se fosse do lado sul do mapa! Como de fato era, aliás. Porque a distância era mais 2 kms. Nós andamos, andamos, cansamos, cansamos. E finalmente o hotel chegou! E na saída, nós andamos até uma estaçao de metrô, que era ainda bem 1 km do hotel, em direção mais ou menos à gare, mas naquele bairro, bem no sul de Paris, só tem poucos metrôs, e, nessa linha que nós pegamos, duas estações depois, era a mesma estação da qual a gente tinha saído. Bom, né? Bom, bom... E depois de umas 10 estações no total e um passeinho pela estação de metro, que é enorme, chegamos no centro. Fomos à Notre-Dame. Na saída, já era mais de 2 da tarde, então nós fomos almoçar. Depois, nós ficamos numa fila imensa para ver a Saint-Chapelle. Mas vimos, e de fato, lá é lindo.
Por fim, nós fomos passear de pseudo Bateaux-Mousches, porque o original sai da Pont D'Alma, e o que nós pegamos era da Pont Neuf. Mas o mais interessante foi o guia. Ele era um estudante fazendo bico nas férias e, por incrivel que pareça ele não falou bem da RF 1 vez sequer! E isso é impressionante! Ele falou 1 vez só da Maria Antonieta, mas falou bem. Super! Muito simpático o amigo lá. Ele tinha uma pulseirinha com uma imagem, então acho que talvez fosse tradi. Não sei. Mas o importante é que nós passamos uma hora agradável. Por fim, nós fomos jantar, e depois eles foram no hotel e eu vim para casa.
Na terça, eu fui na escola, Mc Donalds e foi quase só. Na quarta, eu fui na escola, depois vim para casa... E por fim, eu saí à noite. Mas eu, burra, só percebi que estava sem a carteira quando cheguei no metrô e eu estava sem o bilhete. Que droga!!! Nós saímos, eu e mais 2 amigas aqui da escola, mas nada de fantástico.
E, como a data está de quarta, eu paro por aqui. Eu vou ficar até sexta que vem sem internet, então eu conto tudo de uma vez o que está por vir.
Cuidem-se criaturas!!! Muitos beijos e estou com saudades. SM
SAUDADE: ESCLUSIVIDADE NOSSA!!!

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