sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dia 22 A.V. - tirando o atraso

SM!
Pois bem. Agora estou só há uma semana de mim mesma. Eu andei pensando se nessa semana de pausa entre duas viagens eu não fiz nada mesmo. E digamos que quase nada. A minha professora saiu de férias, e portanto a gente teria uma nova na semana seguinte. No mais, eu falei com a minha tia para combinar o fim de semana e com a Clara. E na sexta depois do almoço eu fui para o aeroporto, onde eu comecei a escrever as minhas férias. Eu comprei um Mc Duplo, que não sei se ainda existe aqui na França ou se acabou de voltar, que me fez lembrar minha adolescência. Ir na cidade não fazer nada de quarta-feira, almoçar Mc Duplo e ficar vagando por lá até resolver pegar o ônibus e voltar para casa, eventualmente, ou ir para a pizzada, mais provavelmente, eu um lugar que hoje eu não frequento mais. Lindos tempos passados que não voltam. Mas o Mc Duplo voltou! Bem, enquanto eu comia meu Mc Duplo, eu fiquei escrevendo. Quando faltava mais ou menos uma hora para o embarque, eu, inocentemente, fui guardando meu computador para fazer o check-in. Aí aparece um policial armado com aquelas metralhadoras deles me fala para sair de lá que a área seria evacuada. Eu pensei, aconteceu alguma coisa no restaurante, e ia me dirigir à área do check-in. Aí ele virou e falou: "Não, por lá não. Vamos evacuar todo o terminal 2B! Venha por aqui, rápido." Ele nem tava bravo, tava só com pressa. Eu fui e passei por baixo de uma porta tipo de garagem meio fechada e fui junto com as outras pessoas esperar. No fim, eles acabaram deixando nosso terminal fechado por meia hora. Quando reabriu, estava uma loucura as guichês da EasyJet. O próximo voo a sair ia para Barcelona, então passou uma mulherzinha gritando Barcelona, Barcelona e apareceram umas 3 ou 4 pessoas. Depois ela passou gritando Londres e eu me apresentei, junto com mais um grupo de 4 pessoas.Eu fui com uma das atendentes e eles foram com outra. Ela me perguntou se eu tinha bagagem para despachar e como eu disse que não, ela me falou: "sorte sua." Algo me diz que a garantia de chegada das malas não era absoluta. Mas eu não tinha, então tudo certo. Era só mesmo minha bolsa e minha mochila. E ela me falou para correr porque o embarque já estava acontecendo no portão 27 e a gente estava perto do 10. E lá fui eu, mais uma vez, correndo pelo Charles de Gaule. Eita aeroporto complicado esse! Parece que o tempo todo a gente tem que correr nele! Mas eu cheguei no portão, passada pela polícia e fui passar e fui passar no detector de metal. Até aí, tudo bem. Aí uma criatura igualmente brasileira, quando colocou as coisas dela para passar, não sei como, perdeu o passaporte. E eu passando logo atrás, chegou minha baciinha, eu fui colocando o casaco e tals. Ela vira, vê o meu passaporte e fala: "Esse é o meu." Eu respondo em francês para os policiais entenderem. "Não, esse é meu". Ela: "Tem certeza?" "Estou absolutamente certa." Aí a policial virou pra mim e fez cara de "que doida essa". Mas eu acabei encontrando o passaporte da criatura caído no chão. Sorte dela. Entrando no avião, o problema foi que não tinha lugar marcado. E como eu fui da últimas a entrar, claro, eu fiquei no meio. Primeiro eu terminei o livro que eu estava lendo, que era em francês, claro. Depois, eu recomecei a escrever o texto do blog. Aí o cara do meu lado virou e falou: "Ah, você também é brasileira?" E ele era diplomata, segundo ele, e trabalhava em Brasilia, mas tinha feito faculdade em São Paulo e era de São José do Rio Preto. E estava lá de turismo com amigos e já tinha ido e bla-bla-bla. Mas a gente conversou até chegar em Londres. Na saída ele me falou que não tinha idéia de como chegar em Londres, porque a gente estava chegando no aeroporto de Lutton, que é meio afastado da cidade, na verdade, é uma outra cidade. Nossa, que lugar chato. Começando que não tem corredor de avião. A gente sai sempre na pista. E depois, na hora de passar na alfândega, o guarda olhou pro meu passaporte e reclamou que eu já tinha ido para Londres fazia muito pouco tempo, porque eu estava voltando. Eu expliquei que estava indo ver minha amiga. E ele: é, mas porque você foi e voltou? Oras, amigão, porque eu tinha o que fazer em Paris durante a semana! E depois, ele acabou carimbando e pronto! E eu tinha encontrado mais um casalzinho de brasileiros, que eu tenho certeza que pelo menos um dos dois é da FEA e um outro brasileiro também que tinha feito faculdade em Londres e estava voltando para passear e visitar. E nós quatro saímos para tentar ir para Londres. No final das contas, minha tia tinha me dado umas instruções muito boas para pegar um trem e ir direto para a casa dela, mesmo porque o aeroporto era no sul e a casa dela no norte. E enquanto todos os outros pegaram um ônibus que ia para o centro de Londres, eu peguei um que ia para a estação de trem. Cheguei na estação de trem, comprei o bilhete, que foi caro, diga-se de passagem, e fiquei esperando uns 15 minutos. Mas deu certo. No meio do caminho, a Clara ia me encontrar. Eu tava meio preocupada com isso, porque não sabia se ela ia conseguir. A gente tinha combinado de ficar na primeira porta, para poder se encontrar mais fácil. E quando o trem estava chegando na estação, eu fiquei perto da porta para tentar ver ela passando. E eu vi e ela me viu e foi tudo bem. Nós entramos no trem e fomos para a casa da tia Marina. Ela estava esperando a gente na estação. Quase a gente não vê, aliás, mas ela chamou a gente e oi, oi etc e tal. Aí a gente foi comprar comida num supermercado. Compramos na verdade cerveja e sucrilhos para o dia seguinte. E depois pegamos o ônibus e fomos para a casa dela. Ela tinha comprado comida chinesa de supermercado e até que estava gostosa, viu. Era um conceito diferente de comida chinesa, mas não era ruim. A gente estava morrendo de fome também e comemos muito muito. E depois morrendo de sono por isso a gente dormiu bem loguinho. Ela divide a casa com um, acho que amigo dela, chamado Paul. Isso é até bem comum na Inglaterra, porque é muito difícil comprar uma casa sozinho, então é comum que várias pessoas dividam uma casa. Ela tem o quarto dela, uma parte dela lá e eles dividem a cozinha, etc e o quarto de hóspedes os amigos dos 2 usam. Ela que me contou isso tudo. Ela tem uma cadela chamada Susie, que eu não sei a raça, claro, mas parece um pouco com um são bernardo. Ela é grande e fica o tempo inteiro com um pinguim de pelúcia na boca. E de noite, ela corre pelo corredor, sei lá por quê. É um bicho louco. E depois tem uma gata que chama Rosie. Eles compraram a gata porque tinha muito rato que aparecia na casa. A minha tia queria por veneno ou ratoeira, mas o Paul achou que ia fazer muita meleca e eles acabaram comprando a gata. E deu certo, porque sumiram os ratos e todos os bichos indesejados da casa. Aliás, sobre gatos, eu tenho algo a declarar. Eu odiava quando eu vim pra cá. Mas agora eu nem odeio tanto. Pra começar que eu aprendi a conviver um pouco com a gata da Sophie, que chama Cannelle e espalha pelo pela casa inteira, nos sofás e mesmo a gata estando de férias, eu sentei no sofá e fiquei com um pouquinho de pelo de gato na roupa. E a Rosie sismou comigo. Ela não parava de me seguir, vinha passando perto, roçando o rabo na minha perna pra ver se me convencia a ficar coçando ela. E enfim, agora eu não odeio mais tanto gato. Não quer dizer absolutamente que eu vou chegar em casa e comprar um. De modo algum. Mas eu não odeio mais tanto.
No dia seguinte, sábado, a gente ia passear com as crianças. Mas a aventura foi grande. Eu preciso contar em detalhes, por isso vou deixar para o próximo post. Só para falar mais um pouco de animais, eu não sei se meus pais se lembram, mas antes de vir para cá, a minha proposta tinha sido: limpar o porão de casa e eu poderia comprar um canário. Se eles não se lembram, eu vou lembrá-los porque eu quero muito meu canarinho. Eu já andei pensando num nome. Se bem que o mais legal seria um papagaio que gritasse "to indo" quando alguém me chamasse, mas um canário seria bom já.
Pessoas, amanhã, dia 21 A.V., eu conto nossa (minha e da Clara) aventura em Londres.
Bom congresso. Vocês não sabem, mas é uma agonia ficar fora quando tem "coisas" acontecendo aí pela sede. Não, não é nenhuma fofoca. É só o congresso mesmo, a sede ontem com o padre Aulaigner, etc e tal. Mas eu volto logo. Agora faltam só 3 semanas. No terceiro sábado eu já estarei aí.
Salve Maria.

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