terça-feira, 19 de julho de 2011

Dia 31 A.V. - tirando o atraso

Então, sábado. A Sophie tinha combinado comigo de sair da casa dela às 10, mas a gente acabou atrasando e saindo só às 11. Tudo bem, não tinha hora marcada para chegar em Saint Brieuc (Lê-se Sambriê). Seria bom chegar para jantar, ou, pour l’aperitif, como eles dizem, que é o aperitivo, mesmo. Além disso, ela gosta de ir pela Normandia, por estradecas regionais. O que é bom também, porque elas são bem mais bonitas e bem menos chateantes que as auto-estradas. E como a diferença é só de 1 hora de caminho a mais, tudo bem. Certo, uma hora de caminho pode ser, em vez de meia, uma e meia, mas não é o caso, absolutamente. Em vez de 4 horas é 5. Ela considera longe, mas nem é tanto. E por outro lado, era sábado, e provavelmente as saídas de Paris em auto-estrada estariam congestionadas. Como de fato estavam. No caminho, obviamente, só nós duas no carro, a gente conversou o tempo todo. Sobre escolas, vida, missa, irmão seminarista, estudo, ela ir pro Brasil, como ela de fato irá no ano que vem, provavelmente, etc e tal. E mal deu pra perceber o tempo. A gente parou, claro, no caminho, pra almoçar, e nem precisou abastecer. Isso aliás é o máximo aqui na Europa. Os tanques são enormes. É de fato muito super, como diria a Clara.
Enfim, após horas, chegamos a Saint Brieuc. É o centro do departamento, isto é, uma espécie de mini-estado, como há 57, acho, na França. E é uma cidade grande... Tem 50.000 habitantes. Só pra dar uma noção de valores, é um terço de Itapetininga. Eu sei. Não podemos nunca trabalhar sobre comparações, porque não trabalhamos sobre as mesmas magnitudes. É que nem somar 100mts com 10kms. Mas tudo bem. A casa da família dela era em Trégueux (Lê-se Tréguê), que é um subúrbio da metrópole. Heheh. Mas um subúrbio com pequenas chácaras, e a casa da família era uma casinha séc XVII, acho. Muito lindinha, aliás, grande, e muito chique. Eu, contrariando meu costume, tirei algumas fotos da casa, mas um dia minha máquina acabou a bateria, então tem algumas fotos que eu não tenho, mas a Sophie vai me passar semana que vem.
Bem, chegamos no sábado à noite, e estava só a família mínima mesmo. A saber, o pai, a mãe e o irmão dela, Stephane, que estuda no IBP com meus irmãos, e por isso eu conheci a Sophie etc e tal. E era, digamos, dia de comemoração, porque a Sophie passou em um concurso público para professora. Tem algumas escolas privadas que contratam professores pelo mesmo concurso do estado, e depois, selecionam entre os interessados que passaram no concurso. A escola dela chama Gerson, e é uma escola católica razoavelmente boa, digamos. E é um concurso difícil, portanto tinha mais que comemorar, mesmo. Ela estudou letras clássicas na faculdade, então ela é professora de latim e francês para uma sala de 12 anos. E o pai dela abriu uma champagne e tals e a gente bebeu e ficou conversando. E mais tarde, umas 9 e pouco, a gente foi jantar. E tinha lagostin, que estava muito bom.
Só um parênteses sobre minha alimentação nessa semana. Em 7 dias passados lá, eu tomei 4 copos de água e 1 de coca. O resto foi só cerveja, cidra, vinho... E em segundo lugar, eu comi frutos do mar quase todos os dias. E era bom, viu! E eu também nem tenho muito o costume de comer isso no Brasil, mas eu adoro. E por isso foi super bom. Eu comi lagostin, caranguejo, siri, e conchinhas várias. E foi legal, viu. E fim do sábado. Amanhã eu conto domingo e o resto. Acho que já falei de mais. Mas vai precisar de uma semana de relatos contínuos para tirar todo o atraso. Tudo bem, o importante é eu guardar tudo.
SM. Eu volto logo. Faltam poucos dias, graças a Deus... hehehehe

Nenhum comentário: