SM!
Agora faltam os fins de semana em Londres. Ainda estou na escola, mas resolvi aproveitar o tempo, mesmo assim.
Assim que eu cheguei do trem, eu fui para casa, troquei de mala, não, eu só joguei para fora da mala a maioria das roupas e deixei duas para ir para Londres. Aliás, desde aquele dia, meu quarto ainda não voltou à ordem. Mas isso é segredo, gente. E depois, eu fui esperar o Pedro na frente da Notre Dame. Nós nos encontramos às 3 e antes de ir para o aeroporto, nós fomos "almoçar" no subway que tem ali na praça. Aliás, o Pedro gosta daquele lugar, viu! Ele sempre pede pra gente ir lá quando ele vem pra Paris.
Bem, depois nós fomos de metro até o lugar para pegar o ônibus para o aeroporto. Já na saída do metro ele ficou querendo achar que sabia onde pegava o ônibus e ele deu uma errada, mas vai, né. E ele ficou meio bravo que eu critiquei e tals. É fogo, viu! Eu tenho sempre a impressão de ter 2 irmãos mais velhos: ele e a Teresa. Et pourtant,... Mas tudo bem, a gente pegou o ônibus e foi tranquilo. A gente chegou no aeroporto, fez check-in, comprou libra e tudo. E ficou esperando o voo um tempão. E foi normal. A gente entrou no avião de um lado e saiu pelo mesmo, mas num lugar diferente. Estranho! Mas saímos do aeroporto e antes a gente passa na alfândega. É uma coisa muito chata. A gente está vindo da própria comunidade européia e tem que passar na alfândega. Um desaforo! A gente esperou na fila um bom tempo mas passamos fácil e pronto. Pegamos a mala e fomos para o trem. Eu estava com medo porque meu cérebro derreteu para o inglês e o Pedro fala bem pior que eu. Como disse uma colega aqui da escola, a gente tem um cérebro que cresce devagar. Como a gente superinflou o francês em pouco tempo, ele apertou as outras línguas. Se bem que acho que isso volta. Digo, com o crescimento normal do cérebro, tudo voltará ao normal e o inglês voltará ao seu tamanho original.
O trem. A gente pegou o trem que ia até uma estação de Londres, no centro. E de lá, a gente foi de táxi para o apartamento porque a estação de metrô por perto estava fechada para reformas no fim de semana. Aliás, Londres fica um caos no fim de semana, porque está tendo uma grande reforma no sistema de metrô, então já viu! O táxi é muito estranho em Londres, mas muito particular. Eles gostam demais dos táxis deles, é considerado até como um cartão portal de Londres. Enfim, chegamos na rua mas nada do táxi achar o número. Aí a gente acabou descendo e procurando a pé. E o problema é que o taxista tinha passado um pouco, porque tinha duas cegonheiras na frente e a gente não viu o número.
Quando a gente chegou no apartamento, abriram a porta, tal, mas as crianças já estavam se preparando para deitar. O pedro foi dormir no apartamento dos meninos, e deram o sofá lá pra ele. Eu fui no das meninas e me deram uma cama mas que estava sem colchão. Eu coloquei um edredon embaixo e me cobri com o outro e dormi. Se estava duro? Não sei, eu dormi. Dormi que nem um anjo até o despertador tocar para a missa no dia seguinte. A missa era às 9 e a gente ia sair de casa às 8. Eu estava quase morta. Mas eu não estava ali para dormir, então não tinha muito que reclamar. Além do mais, como eu estava com fome a Clara me fez pão com nutela de jantar, o que já compensava um pouco dos meus problemas.
A missa é na igreja dos oratorianos. E é uma missa muito estranha. Para começar que ninguém responde. Não que as pessoas não prestem atenção. Elas acompanham, mas ninguém responde. A igreja até que não tem pouca gente. Mas além do mais, as pessoas economizam nos movimentos. Quer dizer, pequenas levantadas e sentadas não contam. Não se levanta no Glória, porque vai reajoelhar logo depois, então já fica ajoelhado de vez. E o mesmo no Credo, ninguém levanta, porque passa do sentado para o joelhos, e o Pai-Nosso, idem. E na hora da comunhão, quando o padre comunga já vai todo mundo para a fila e tem o dominusundinhu, mas ninguém ajoelha nem nada. É doido. Bem missa é missa, e pronto. O bom é que antes das 10 já acabou e pronto.
Na saída a gente foi para Warwick. No caminho para a estação de trem, a gente parou em um mercado para comprar o almoço das crianças, e o nosso, claro. E fomos de trem. Quando a gente chegou na estação, que as crianças foram usar o banheiro e não sei o que, a gente descobriu que o trem sairia em 5 minutos. E toca a chamar todo mundo de novo correndo para pegar o trem. O Pedro e eu pegamos quase no último instante, porque a gente teve que comprar os bilhetes antes. Foi uma loucura. Mas deu. A gente sentou e foi quase duas horas de viagem. Um momento foi meio chato porque eu dormi e quase caí em cima da mulher que estava do meu lado. Eu fiquei tão sem graça que eu só conseguia pensar em falar "pardon, je suis désolée" para ela, E eu falei e ela deve ter pensado que eu era francesa, portanto pelo menos fiz os franceses se passarem por maus. Muito bom. E a gente comeu nosso lanche ainda no trem e demorou muito para chegar! Nossa, eu pareço criança falando assim.
Chegando na estação, todos os carros alugáveis estavam alugados e a gente teve que andar 15 minutos a pé. Mas tudo bem, eu não me incomodei nem um pouco. A gente foi indo e conversando e foi bom, foi gostoso. A gente chegou no castelo, entrou e foi super interessante lá dentro. As crianças gostaram muito porque a maior parte do castelo tem um museu de cera muito interessante. As pessoas são muito reais. Depois a gente andou em cima da muralha, e estava muito vento e chovendo, mas isso que é o mais legal. E no fim do museu, claro, tinha a lojinha. O Pedro e eu não íamos comprar nada, então a gente ficou lá fora. Eu sentei numa cadeira mais longe e ele sentou ali perto da entrada. E ficou numa posição de semi movimento, como se ele tivesse pronto a conversar com quem saía da loja. E claro, todo mundo olhava pra ele e encarava para ver se não era uma estátua de cera também. Eu de longe só ria... Claro, enquanto isso a Clara e eu tiramos muito atraso de fofoca. Segundo a Júlia, ela tava pulando no aeroporto antes de sair.
E no fim voltamos para a estação. E enquanto as professoras compravam os tickets das crianças, nosso trem passou. Resultado, tivemos que pegar o próximo, que era mais de uma hora depois. Eu tava de boas, mas as crianças estavam cansadas e com fome. As peripécias foram várias para pegar o trem. a gente tentou ir para outra estação para ver se tinha um trem antes, mas acabou que não deu. A gente chegou tarde, quase 11 horas acho em casa e por isso que não deu para esperar a minha tia. No caminho, na estação de trem, a gente parou no Burguer King e a comida foi muito boa. Eu não gosto muito, mas uma cebola frita que eles tem lá é muito maravilhosa. E eu estava com fome, então o meu lanche com bacon estava divino. E todas as crianças comeram felicíssimas. E chegaram em casa mais felizes ainda. Pode-se imaginar.
Quando eu cheguei, eu fui arrumar uma quantidade imensa de presentes e etcs que ela tinha me trazido para dar pra Sophie e para minhas outras amigas. Eu conto o inventário quando eu deu. Eu dei anteontem, então ainda falta uma semana. Eu arrumei tudo e no dia seguinte, segunda passada, o Pedro e eu saímos do apartamento super cedo, às 5, porque era o primeiro metrô e fomos até a estação e para variar pegamos o trem na última hora. Mas trem é trem. E depois, lá fomos nós para o aeroporto. O problema é que a gente estava em aviões diferentes, então ele saiu antes e eu fui embalar as malas para não quebrar nada. Só que eu percebi que todas as libras tinham ficado com ele! E eu fui tentar trocar um pouco de libras por uma nota de 200 euros, mas a mulher não quis trocar para mim. Eu reparei que ela tinha um nome em português e comecei a reclamar baixo em português, como se não tivesse reparado. E ela lá, sorrindo com cara de boba. E no final eu disse, em português também alto. E as pessoas, depois de viver muito aqui na Inglaterra perdem a noção. Elas esquecem que a gente sabe ler e reconhecer quando alguém fala português também. Mas no fim, deu para embalar as minhas malas e foi tudo bem. Eu dormi quase o tempo todo do voo. E o Pedro ficou me esperando no aeroporto de Paris. A gente voltou junto para Paris e fomos almoçar onde? Não, no Mc perto da estação de metrô. E depois disso eu me despedi dele e ele foi pegar as coisas para voltar para São Paulo e eu voltei para casa.
O resto da semana foi quase só dormir. Eu estava super cansada. Na quarta eu fui na missa, porque a D. Elda tinha morrido e eu queria mandar rezar uma missa pela alma dela. Só que a Saint Eugène também tem férias. Mas é só umas semi férias. Então tem missa em latim dia sim dia não e missa em francês dia sim dia não. Então eu só pude marcar para essa sexta, ou seja, amanhã. E essa foi a semana passada. Depois, começa o fim de semana, que eu também fui para Londres, de novo. Mas isso fica para outro post.
Eu fiquei morrendo de vontade de ir na sede hoje. Muita mesmo! Mas tudo bem. A vida é assim. Cuidem-se que eu já volto. Quero todo mundo em forma porque a gente vai em muito restaurante, em!
Salve Maria.
2 comentários:
"pelo menos fiz os franceses se passarem por maus"....hahahaha quem ouve nem imagina q vc ta morando na França
missa esquisita mesmo....
e estou em forma....redonda rsrsrs
Bjos SM
To morando na França mas nem por isso gosto dos franceses. Eu aprendi com os meninos isso. Quando eles fazem ou vão fazer alguma besteira, eles se fazem passar por franceses e dizem: assim quem viu fica com raiva dos franceses também.
E imagino que você esteja uma baleia mesmo. Mas se tiver, e daí?
BJS BJS
SM
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